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Defesa de Hytalo reafirma inocência de influenciador e diz que prisão é 'medida extrema'
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O criador de conteúdo e seu marido foram presos em Carapicuíba, por suspeita de exploração e exposição de menores de idade em conteúdos para redes sociais.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Polícia Civil
Horas após a prisão do influenciador Hytalo Santos e de seu marido Israel Nata Vicente, nesta sexta-feira (15), a defesa do criador de conteúdo divulgou uma nova nota à Revista Quem classificando a prisão como "medida extrema" e prometendo recorrer com "todas as medidas judiciais cabíveis", incluindo um habeas corpus, se necessário.
A dupla foi presa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, por suspeita de exploração e exposição de menores de idade em conteúdos para redes sociais. Segundo o comunicado divulgado pela defesa, os advogados souberam da prisão "na manhã desta sexta-feira".
Leia a nota na íntegra:
A defesa de Hytalo Santos informa que recebeu, na manhã desta sexta-feira (15), a notícia da expedição de ordem de prisão contra seu cliente. Até o momento, não tivemos acesso ao conteúdo da decisão que determinou a medida extrema, o que impossibilita uma manifestação mais detalhada. Assim que tivermos ciência dos fundamentos, adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar os direitos de Hytalo, inclusive com o ingresso de Habeas Corpus, se for necessário.
Reafirmamos a inocência de Hytalo Santos, que sempre se colocou à disposição das autoridades. A defesa permanece acompanhando o caso de forma atenta e responsável, confiando no devido processo legal e na sensatez do Poder Judiciário.
Entenda o caso
Segundo informações do g1, as investigações contra Hytalo Santos começaram em 2024, antes mesmo das denúncias feitas em vídeo viral recente. O assunto virou assunto nacional, no entanto, após denúncias do youtuber Felca sobre casos de "adultização" de crianças e adolescentes. Ele produziu um vídeo citando a atuação de Hytalo na criação desse tipo de conteúdo com menores. O vídeo foi ao ar no dia 6 de agosto e, desde então, o caso ganhou notoriedade nacional.
O influenciador é alvo de duas apurações no Ministério Público da Paraíba, nas comarcas de João Pessoa (conduzido pelo promotor João Arlindo) e Bayeux (com a promotora Ana Maria França), além de uma investigação no Ministério Público do Trabalho (MPT).
O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, e cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) em São Paulo, onde o influenciador estava acompanhado do marido.
A ação foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Civil do Estado da Paraíba, por meio da Unintepol e da DECC, o Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), por meio da DEIC, e a Polícia Rodoviária Federal.
Medidas judiciais anteriores
Antes da prisão, a Justiça da Paraíba já havia determinado uma série de medidas contra Hytalo:
Bloqueio do acesso às redes sociais e desmonetização de conteúdos;
Primeiro mandado de busca e apreensão (casa estava fechada);
Segundo mandado com apreensão de computador e celulares;
Prisão em São Paulo.
Fonte: Revista Quem
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