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“Como proibir o amor do seu filho?”, diz mãe de Kamylinha sobre relação com influenciador denunciado pelo pai em 2019
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A mãe de Kamylinha alegou que filha ama Hytalo e não aceita se afastar dele.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Instagram
Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, Francisca Maria Lira, mãe de Kamylinha, comentou sobre a relação da filha com Hytalo Santos, preso na última sexta-feira (15) em São Paulo. Segundo Francisca, ela nunca presenciou irregularidades nos vídeos e interações entre a adolescente e o influenciador.
“Vendi minha casa, abandonei o meu emprego e fui viver a vida com ela. Realizar o sonho dela e eu nunca vi nada demais”, afirmou a mãe, acrescentando que a filha “ama Hytalo” e não aceita se afastar dele. “É só isso. Você consegue proibir o amor do seu filho por alguém?”, retrucou a mulher.
A própria adolescente, também ouvida pela reportagem, falou que nunca se sentiu explorada: “Nunca teve negócio de exploração, nunca teve.”
Já o pai da jovem, divorciado da mãe, relatou que desde 2019 tenta denunciar a situação às autoridades. “Das primeiras vezes que eu fui ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público, delegacia, nunca tinha acontecido isso, não. Toda vez que eu ia atrás, sempre eles diziam, é porque a Justiça é lenta”, afirmou. Segundo ele, o objetivo sempre foi oferecer outro futuro para a filha: “Nunca quis isso para ela. Eu queria um futuro que ela estudasse, se formasse, tivesse uma profissão boa e não exibisse o corpo para todo mundo ver.”
O Conselho Tutelar de Cajazeiras (PB) informou que realizou todos os procedimentos legais à época, enquanto a promotora de Justiça da Paraíba, Ana Maria França, disse ter advertido os pais e explicado sobre possíveis responsabilidades jurídicas.
De acordo com o portal UOL, depoimentos judiciais revelam que a relação de Hytalo com Kamylinha, uma das adolescentes com maior destaque em seus vídeos, começou quando ela tinha sete anos. Aos dez, já participava de conteúdo para as redes sociais do influenciador. Segundo o processo, Hytalo enviava mensalmente entre R$ 2 mil e R$ 3 mil à mãe e à tia da adolescente, além de custear despesas como escola, roupas, maquiagem e celular.
Em 2022, o Ministério Público determinou medidas protetivas, incluindo acompanhamento pelo Conselho Tutelar, tratamento psiquiátrico e comprovação de matrícula escolar. O documento também menciona que o pai da menor havia abandonado a família após anos de violência doméstica contra a mãe, e que a jovem recebia tratamento no SUS por conta dos traumas.
O advogado de Hytalo, Sean Abib, negou as acusações e afirmou que a relação do cliente com os adolescentes era apenas de amizade: “Eles se aproximaram, se conheceram e criaram vínculos quando eles não tinham nada.”
Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como MC Euro, foram presos em uma casa alugada em Carapicuíba, na Grande São Paulo. O juiz decretou a prisão preventiva alegando “indícios de participação do indiciado” em crimes de tráfico de pessoas e exploração de trabalho infantil, além do risco de obstrução das investigações. O influenciador é investigado desde 2024 por suposta exposição de adolescentes em conteúdos de conotação sexual para obter lucro. Além das suspeitas de exploração sexual infantil, também responde por tráfico humano. Após pedido do Ministério Público da Paraíba, a Justiça determinou a derrubada de seus perfis nas redes sociais e proibiu qualquer contato com menores de 18 anos.
O caso ganhou repercussão após a denúncia de Felca, exposta na internet. Felca repudiou a adultização e sexualização de crianças e adolescentes em conteúdos consumidos por homens pedófilos. Após a repercussão do vídeo de Felca, os perfis de Hytalo e Kamylinha foram derrubados. A Justiça determinou a desmonetização dos vídeos de Hytalo que contavam com a presença de menores, e proibiu o influenciador de entrar em contato com os menores citados nos processos, assim como os pais destes.
O debate levantado por Felca rendeu elogios de famosos, como Juliette, que parabenizou o influenciador pela coragem de tratar do assunto e pela sua investigação detalhada, e de autoridades no combate à exploração sexual infantil, como Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, que ressaltou que apesar dela, de diversos jornalistas, autoridades do Judiciário e de organizações como a Abrinq terem abordado o caso Hytalo Santos no passado, apenas o vídeo de Felca conseguiu levar o tema ao público geral e gerar consequências aos envolvidos. Diversos projetos de lei, alguns sendo chamados de "Lei Felca", foram criados por políticos, com ao menos 32 deles sendo feitos na Câmara dos Deputados. Hytalo foi preso uma semana após a divulgação do vídeo.
Após a publicação do vídeo, Felca relatou ter sofrido ameaças, passando a usar carro blindado e a andar escoltado por seguranças. Ele também anunciou processos contra 233 perfis no X por difamação relacionada à pedofilia.
Leia também: Influenciador Hytalo e marido são presos em SP por investigação de tráfico humano e exploração de menores
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