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Pesquisa do IBGE revela que entregadores de app trabalham mais e ganham menos que a média nacional

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Pesquisa do IBGE revela que entregadores de app trabalham mais e ganham menos que a média nacional

Entre 2022 e 2024, mais de 40 mil pessoas ingressaram na atividade; veja números da pesquisa.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os entregadores que atuam por meio de aplicativos no Brasil trabalham mais e ganham menos do que a média dos demais trabalhadores, segundo a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), divulgada pelo IBGE.

Entre 2022 e 2024, mais de 40 mil pessoas entraram na atividade, elevando para 274 mil o total de entregadores entre os 485 mil trabalhadores que usaram aplicativos de entrega no país em 2024. Outros 211 mil utilizavam as plataformas para vendas de refeições ou produtos.

No total, o Brasil contabilizou 1,7 milhão de trabalhadores em plataformas digitais, o que representa 1,9% da população ocupada. Apesar de cumprirem uma jornada média semelhante à dos demais trabalhadores, 46,4 horas semanais, os entregadores recebem em média R$ 2.340 por mês, valor inferior à média dos demais trabalhadores em plataformas (R$ 4.615) e também abaixo da média geral da população ocupada, que é de R$ 2.878.

O estudo aponta ainda que a baixa escolaridade é uma das principais características dessa categoria, influenciando diretamente suas condições de inserção e remuneração.

Mais da metade dos motoristas e entregadores relatou que a jornada de trabalho é afetada por bônus, promoções ou até ameaças de punição e bloqueio pelas plataformas digitais. Por outro lado, 78,5% destacaram que a possibilidade de escolher dias e horários de trabalho tem impacto positivo na rotina.

O Nordeste se destaca como a região com a maior proporção de trabalhadores em aplicativos de transporte particular de passageiros, excluindo os serviços de táxi.

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