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Empresário acusado de matar gari em Minas Gerais é levado a júri popular

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Empresário acusado de matar gari em Minas Gerais é levado a júri popular

Justiça mantém qualificadoras e aponta indícios suficientes de autoria do crime

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/redes sociais

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, será submetido a júri popular. A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, de Belo Horizonte, que considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para o envio do caso ao Tribunal do Júri.

Na decisão de pronúncia, a magistrada manteve as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A juíza também destacou, no despacho, a suposta “frieza da conduta” e a “completa indiferença” atribuídas ao acusado em relação à vida humana.

Além da acusação de homicídio, Renê Júnior responderá ainda pelos crimes conexos de ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. Esta última imputação está relacionada à tentativa de induzir a perícia a erro, ao tentar fazer com que a esposa, delegada de polícia, entregasse uma arma diferente da que teria sido utilizada no crime. A decisão cabe recurso.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), o crime ocorreu quando o empresário saía de Nova Lima em direção a Betim e se irritou com a retenção do trânsito provocada por um caminhão de coleta de lixo, no bairro Vista Alegre. O documento aponta que, mesmo com a sinalização dos garis de que a via estava liberada para passagem, o acusado teria apontado uma pistola semiautomática para a motorista do veículo e feito ameaças.

Ainda conforme a acusação, em seguida o empresário teria efetuado um disparo que atingiu o gari Laudemir de Souza Fernandes na região abdominal. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi localizado e preso horas depois do ocorrido, em uma academia na região Oeste de Belo Horizonte. A decisão judicial se baseia em depoimentos e evidências reunidos ao longo das investigações.

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