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Cuidado com o "boleto da democracia": TSE alerta que regularizar o título não custa um centavo

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Cuidado com o "boleto da democracia": TSE alerta que regularizar o título não custa um centavo

Criminosos usam mensagens falsas e sites que imitam a Justiça Eleitoral para cobrar taxas por serviços que são, por lei, totalmente gratuitos.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um alerta urgente à população sobre uma nova modalidade de fraude que utiliza a imagem da Justiça Eleitoral para extorquir cidadãos. Golpistas estão enviando mensagens, principalmente por meio do WhatsApp e SMS, notificando sobre supostas irregularidades no título de eleitor vinculadas ao CPF. Sob a ameaça de sanções como o bloqueio de serviços públicos e outros impedimentos legais, os criminosos induzem as vítimas a clicarem em links para uma "regularização imediata", que na verdade é uma armadilha para roubo de dados e cobranças financeiras indevidas.

A tática de convencimento envolve o uso de páginas falsas que mimetizam visualmente os sites oficiais, exibindo logomarcas e termos jurídicos que conferem uma aparência de legitimidade ao crime. Uma vez no site fraudulento, o cidadão é incentivado a realizar pagamentos ou fornecer informações pessoais e bancárias sob o pretexto de quitar pendências eleitorais. No entanto, o Tribunal reforça que a Justiça Eleitoral é integralmente gratuita e que serviços como a emissão do primeiro título, a transferência de domicílio e a atualização de dados não possuem qualquer custo para o eleitor.

É fundamental que o cidadão esteja atento aos canais de comunicação: o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) nunca enviam boletos, solicitam transferências ou enviam links para pagamentos por mensagens privadas. Para garantir a segurança, qualquer consulta de situação ou procedimento de regularização deve ser realizado exclusivamente pelo portal oficial do TSE, pelo site da Justiça Eleitoral ou por meio do aplicativo e-Título. Ao acessar qualquer página, deve-se verificar o endereço eletrônico na barra do navegador, certificando-se de que se trata de domínios terminados em ".jus.br". A prevenção contra esses golpes passa, sobretudo, pela cautela em não clicar em links suspeitos e pelo compromisso de não compartilhar informações antes de verificar sua veracidade nos órgãos oficiais.

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