MEC inicia convocação da lista de espera para vagas remanescentes do Fies 2026
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Decisão envolve condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal em episódio ocorrido em São Paulo.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Vinícius Schmidt/ Metrópoles
A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (16), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil no âmbito de mais um processo envolvendo condenação no país. A informação foi confirmada pelo embaixador brasileiro em Roma, Renato Mosca de Souza. Ainda cabe recurso contra a decisão.
O caso se refere a um episódio registrado na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão de cunho político. As imagens da ação circularam amplamente e deram origem a investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, o STF condenou a ex-parlamentar a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma.
Além desse processo, Zambelli também responde a outra ação relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na qual a Justiça italiana já havia autorizado a extradição anteriormente. O caso envolve a suposta atuação conjunta com o hacker Walter Delgatti Neto, incluindo a inserção de documentos falsos no sistema, entre eles um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Com cidadania italiana, Zambelli deixou o Brasil em 2025, passando por Argentina, Estados Unidos e posteriormente Itália. Após a saída do país, ela passou a ser considerada foragida pela Justiça brasileira, o que motivou o pedido de extradição ao governo italiano.
Atualmente, a ex-deputada segue presa em Roma. As autoridades locais alegam risco de fuga e mantêm a custódia enquanto os processos seguem em análise.
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