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Família de Preta Gil fecha acordo com padre da Paraíba após falas de intolerância

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Família de Preta Gil fecha acordo com padre da Paraíba após falas de intolerância

Clérigo deverá pedir desculpas em missa transmitida pelo YouTube e doar cestas básicas para evitar multa

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/redes sociais

A família da cantora Preta Gil firmou um acordo cível com o padre Danilo César, da paróquia de Areial (PB), após o clérigo ser denunciado por intolerância religiosa. O termo, assinado em 11 de abril na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, estabelece que o padre reconheça o teor ofensivo de suas falas e peça desculpas nominais à família durante uma missa transmitida ao vivo, sob pena de multa de R$ 250 mil.

No acordo, o clérigo admitiu que suas declarações, proferidas durante uma homilia no ano passado, causaram dor aos familiares e possuíam caráter injurioso. O pedido de perdão deverá ocorrer no canal de YouTube da Paróquia de Areial em até 30 dias úteis após a homologação judicial, garantindo que a retratação atinja o mesmo alcance das falas originais.

"Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?" — Padre Danilo César, em trecho da missa que motivou o processo.

Além da retratação pública, o padre deverá doar oito cestas básicas para uma instituição a ser indicada pela família Gil. Com o cumprimento dessas obrigações, o religioso evita o pagamento de uma indenização por danos morais que somaria R$ 370 mil.

O incidente ocorreu em julho do ano passado, quando o padre associou o tratamento de saúde de Preta Gil a "coisas ocultas" e criticou a ligação da família com religiões de matriz afro-indígena. Na esfera criminal, Danilo César já havia firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público Federal da Paraíba (MPF-PB) em fevereiro deste ano.

Como parte do compromisso criminal, o padre participou de um ato inter-religioso que contou com a presença remota de Gilberto Gil. Na ocasião, o artista classificou as falas do clérigo como uma "agressão" gratuita à espiritualidade e à memória de sua família. A Diocese de Campina Grande também figura como parte no termo de acordo cível.

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