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Record nega vínculo com pesquisa do Data Povo registrada no TSE e aciona Justiça Eleitoral
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Emissora afirma que não contratou levantamento eleitoral e diz que tomará medidas contra uso indevido de sua marca.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Google Maps_Street View
A TV Record negou, nessa segunda-feira (27), qualquer relação com uma pesquisa eleitoral atribuída ao Instituto Data Povo sobre a disputa pelo Governo da Bahia. O levantamento consta como registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a emissora indicada como contratante, informação que foi oficialmente contestada pela empresa.
Segundo os dados do registro, a pesquisa teria ouvido mil pessoas e custado mais de R$ 90 mil, além de apresentar documentação vinculada ao nome da Record, incluindo uma nota fiscal com identificação da emissora. Apesar disso, a empresa afirmou que não solicitou, não contratou e tampouco autorizou qualquer levantamento realizado pelo instituto.
Diante da situação, a Record informou que já adotou medidas judiciais junto à Justiça Eleitoral para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos. A emissora também declarou que pretende impedir o uso indevido de sua identidade institucional em futuras ações.
Por respeito aos critérios editoriais, o portal bahia.ba informou que optou por não divulgar os resultados da pesquisa, alegando adotar a prática de publicar apenas levantamentos realizados por institutos com credibilidade reconhecida no mercado.
Responsável pelo instituto já foi preso
O nome ligado ao Data Povo também levanta questionamentos. Laécio da Costa Figueiredo, de 33 anos, apontado como responsável pelo CNPJ do instituto, foi preso em 2017 pela Polícia Civil do Distrito Federal sob suspeita de estelionato, segundo reportagem do portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, ele se apresentava como empresário e utilizava documentos falsos em negociações imobiliárias. Ainda conforme a reportagem, o esquema teria envolvido a venda de imóveis inexistentes, causando prejuízos a vítimas, incluindo um servidor público que relatou perda de cerca de R$ 1 milhão.
O investigado também aparece como sócio de outras empresas, sendo uma delas inativa e outra ainda em funcionamento.

Reprodução/Site TSE
Nota oficial da Record
Em comunicado, a emissora reforçou que não possui qualquer vínculo com o instituto e repudiou o uso de seu nome no registro da pesquisa.
A Record afirmou ainda que continuará adotando medidas administrativas e judiciais para impedir novas utilizações indevidas de sua marca e para responsabilizar os envolvidos no caso.
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