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Escala 6x1: veja quais profissões podem ser afetadas em possível mudança na jornada de trabalho

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Escala 6x1: veja quais profissões podem ser afetadas em possível mudança na jornada de trabalho

Debate no Congresso sobre redução da jornada de trabalho divide especialistas e pode redesenhar rotinas em setores inteiros da economia brasileira.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Freepik

O debate sobre o possível fim da escala 6x1 voltou a ganhar força no Congresso Nacional e já mobiliza especialistas trabalhistas e representantes de diversos setores da economia. A discussão envolve propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e que podem alterar significativamente a rotina de milhões de brasileiros.

Na última semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o relatório que considera admissíveis duas Propostas de Emenda à Constituição que tratam do tema. Em paralelo, o governo federal também enviou ao Legislativo um projeto com pedido de urgência constitucional que propõe mudanças na jornada, embora ainda sem data definida para votação.

As propostas em análise apresentam modelos diferentes. Uma delas prevê jornada de 36 horas semanais, com possibilidade de adoção da escala 4 por 3. Já o projeto do governo trabalha com 40 horas semanais, dentro de uma lógica 5 por 2.

De acordo com especialistas, o impacto da eventual mudança dependerá do formato final aprovado. Algumas categorias tendem a sentir pouco ou nenhum efeito, especialmente aquelas que já possuem jornadas reduzidas por lei, como bancários, teleatendentes e trabalhadores de minas subterrâneas.

No setor administrativo e corporativo, a tendência também é de menor impacto, já que muitos profissionais já atuam em regime de cinco dias por semana, com maior flexibilidade e modelos híbridos ou de home office. Estão nesse grupo áreas como recursos humanos, tecnologia, jurídico, financeiro, marketing, consultoria e gestão.

Por outro lado, setores considerados essenciais devem manter escalas contínuas mesmo com mudanças na legislação. Saúde, segurança pública e privada, energia, saneamento e telecomunicações são áreas em que o funcionamento ininterrupto exige revezamento de equipes, inclusive aos fins de semana e feriados.

O maior impacto, segundo especialistas, deve ser sentido no setor de serviços e no comércio. Restaurantes, lanchonetes, pequenos negócios e empresas que dependem de mão de obra presencial podem enfrentar aumento de custos com a necessidade de mais contratações para manter o funcionamento atual.

Esse cenário pode elevar despesas com folha de pagamento e pressionar principalmente pequenas empresas. Além disso, há expectativa de aceleração no uso de tecnologias de automação, como sistemas de autoatendimento e ferramentas digitais, o que pode reduzir algumas funções operacionais.

Para especialistas, o ponto central do debate não está apenas na redução da jornada, mas na forma como cada setor irá se adaptar às novas regras, seja por meio de contratações, inovação tecnológica ou negociação coletiva entre empresas e trabalhadores.

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