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Criança foi transferida para hospital especializado em Natal após apresentar manchas no corpo.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Arquivo pessoal
Uma criança foi internada com suspeita de contaminação após ter contato com um detergente da marca Ypê, em Natal, no Rio Grande do Norte. O caso é acompanhado pela Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância Sanitária, enquanto exames médicos devem apontar a origem do quadro clínico. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), a criança deu entrada inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara após apresentar manchas pelo corpo. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde segue internada para tratamento especializado.
De acordo com relato de um familiar à CNN Brasil, o contato com o produto ocorreu no dia 6 de maio. Ainda no mesmo dia, a criança começou a apresentar manchas atrás da orelha e em uma das mãos enquanto estava na escola, o que motivou o encaminhamento para atendimento médico.
A família informou ter apresentado à unidade de saúde um frasco de detergente da Ypê pertencente a um lote com final 1 — grupo de produtos que está sob medida de recolhimento determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Apesar da suspeita, o familiar destacou que ainda não é possível afirmar que o produto tenha causado a contaminação. “Como tinha saído uma nota de possível bactéria no sabão da Ypê, associamos uma coisa com a outra”, afirmou à CNN Brasil, ressaltando que aguarda os resultados dos exames.
Segundo o parente, a criança apresenta melhora clínica, mas segue sob observação médica. Ele afirmou ainda que uma bactéria já teria sido identificada, embora a origem da contaminação ainda dependa da conclusão dos laudos.
Na última semana, a Anvisa determinou o recolhimento de lotes com numeração final 1 das linhas de lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê, além de suspender temporariamente a fabricação, comercialização, distribuição e venda dos itens.
A medida foi adotada após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril identificar 76 irregularidades em etapas consideradas críticas do processo produtivo da empresa. Segundo a agência, os problemas envolvem falhas em sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária, o que pode favorecer contaminação microbiológica dos produtos.
A Sesap informou que a fiscalização dos produtos suspeitos em Natal é responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, enquanto nos demais municípios do estado a atuação cabe à Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa). Até o momento, segundo o órgão, não houve apreensão dos produtos citados pela Anvisa no estado.
A Ypê ainda não comentou especificamente o caso da criança internada. No entanto, a empresa informou à CNN Brasil que mantém “colaboração máxima” com a Anvisa e segue apresentando documentos técnicos e atualizações sobre o processo de adequação da produção.
Nota da Ypê na íntegra
“A Ypê informa que está em colaboração máxima com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026.
Como parte desse processo, representantes da Ypê se reuniram com a agência ontem (terça-feira, 12/5) e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa. A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor. Por essa razão, a Ypê solicitou à Diretoria Colegiada da Anvisa a manutenção dos efeitos do recurso que suspendeu a RE 1.834/2026, até que seja concluída a apresentação da documentação ao órgão regulador.
A Ypê, uma empresa 100% brasileira com 75 anos de história, reitera seu compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores, reforça que tem mantido diálogo contínuo, técnico e colaborativo com a Anvisa.”
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