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Governo venezuelano atualiza balanço da tragédia enquanto equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes sob os escombros
Por: Camaçari Notícias
Foto: Miguel Medina/Pool/AFP
O número de vítimas fatais provocadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana subiu para 1.719, de acordo com balanço divulgado pelo governo venezuelano às 15h desta segunda-feira (29). Os dados ainda são considerados provisórios e podem aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas afetadas.
Segundo as autoridades, 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 estão desalojadas em consequência dos tremores. O governo informou ainda que 22.619 pessoas receberam atendimento hospitalar devido aos impactos da tragédia.
Uma estimativa da Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos abalos sísmicos. A entidade também projeta que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
As áreas mais atingidas estão localizadas no litoral leste venezuelano, com destaque para a cidade de La Guaira, considerada a região mais devastada pelos terremotos. O desastre também provocou danos significativos em Caracas e em Maiquetía, onde está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, que permanece fechado por tempo indeterminado. Outros aeroportos internacionais, como o de Valencia, já retomaram as operações.
Na manhã desta segunda-feira, um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado na Venezuela. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro ocorreu em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 quilômetros de Caracas.
Enquanto o país enfrenta as consequências dos terremotos, equipes de resgate nacionais e internacionais continuam mobilizadas na busca por sobreviventes. Apesar da redução das chances de localização de pessoas com vida após os primeiros dias do desastre, os trabalhos seguem intensos.
No domingo, as autoridades informaram o resgate de 33 sobreviventes encontrados sob os escombros. As operações, no entanto, enfrentam desafios como o calor intenso, a instabilidade das estruturas e os tremores secundários que continuam sendo registrados em diferentes regiões do país.
Especialistas destacam que as primeiras 72 horas após um desastre natural são decisivas para o salvamento de vítimas. Mesmo diante do cenário adverso, socorristas e voluntários permanecem atuando nas áreas afetadas em busca de novas vidas.
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