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OMS alerta para risco de surtos de doenças em abrigos superlotados; ONU estima que 1,3 milhão de pessoas necessitam de assistência
Por: Camaçari Notícias
Foto: Miguel Medina/Pool/AFP
O número de vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho chegou a 4.490 mortos, segundo balanço divulgado pelo governo do país neste domingo (12). O total de feridos permanece em 16.740, enquanto ainda não foram divulgadas informações oficiais sobre pessoas desaparecidas.
De acordo com o relatório mais recente, cerca de 19,5 mil pessoas precisaram deixar suas residências e foram encaminhadas para acampamentos temporários. As autoridades venezuelanas informaram que a distribuição de moradias para os afetados deverá começar na próxima semana.
A situação nos abrigos tem preocupado organismos internacionais. Na última quinta-feira (9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a combinação de superlotação, infraestrutura limitada, falta de saneamento básico e acesso insuficiente à água potável pode favorecer a propagação de doenças como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.
Segundo a entidade, a queda na cobertura vacinal entre as populações deslocadas também aumenta significativamente o risco de surtos, colocando em perigo milhares de sobreviventes do desastre.
A OMS informou ainda que está atuando em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela para reforçar medidas de prevenção e controle de enfermidades respiratórias e gastrointestinais. O organismo avalia a instalação de novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, apontadas como as áreas mais afetadas pelos tremores.
Em meio à crise humanitária, as Nações Unidas estimam que cerca de 1,3 milhão de venezuelanos necessitam de assistência emergencial. Para apoiar as operações de resposta ao desastre, foram mobilizados aproximadamente US$ 300 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão, destinados a ações humanitárias no país.
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