Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Geral

/

Mulher denuncia que teve parte do cabelo raspada durante exame toxicológico para tirar CNH na Paraíba

Geral

Mulher denuncia que teve parte do cabelo raspada durante exame toxicológico para tirar CNH na Paraíba

Vídeo publicado nas redes sociais mostra o relato da candidata, que afirma ter sofrido dor e prejuízos à autoestima durante a coleta.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma candidata à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) denunciou ter sofrido danos no cabelo durante a realização do exame toxicológico obrigatório em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso aconteceu no último sábado (11) e ganhou repercussão após a própria paciente publicar um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. As informações foram divulgadas pelo g1 Paraíba.

Segundo Ana Karolina, durante a coleta do material para o exame, a profissional responsável retirou duas grandes mechas de cabelo — uma na região central da cabeça e outra na lateral — quando, segundo ela, seria necessária apenas uma pequena amostra. A candidata afirmou que o procedimento provocou dor e afetou sua autoestima.

De acordo com o relato, a coleta precisou ser refeita porque um dos envelopes utilizados para armazenar a amostra teria sido rasgado durante o atendimento. A paciente disse que questionou a necessidade de uma nova retirada de cabelo e sugeriu apenas a substituição da embalagem.

"Ela tirou meu cabelo duas vezes, onde era para ter tirado só uma, e em menor quantidade. Ainda queria retirar uma terceira mecha, alegando que não iria valer", afirmou Ana Karolina no vídeo publicado nas redes sociais.

Ainda segundo a candidata, somente ao chegar em casa ela percebeu a dimensão da área sem cabelo. Ela também relatou que a profissional teria orientado que mantivesse os cabelos presos para esconder a região afetada.

Laboratório reconheceu falha

Após a repercussão do caso, o laboratório responsável pela coleta divulgou uma nota informando que realizou uma apuração interna e identificou falha no procedimento.

No comunicado, a empresa pediu desculpas à paciente e afirmou que o episódio não representa os princípios adotados pelo estabelecimento.

"Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história", informou o laboratório.

Inicialmente, a empresa declarou que havia entrado em contato com a paciente para prestar assistência.

Posteriormente, Ana Karolina informou nas redes sociais que chegou a um acordo com o laboratório. Segundo ela, a clínica assumiu o compromisso de custear o tratamento capilar necessário, além de oferecer acompanhamento psicológico em razão dos danos causados pelo episódio.

Na publicação, a paciente afirmou esperar que todas as condições do acordo sejam cumpridas "com responsabilidade e respeito".

O g1 informou que tentou um novo contato com o laboratório para obter um posicionamento atualizado sobre as alegações da paciente, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

Exame passou a ser obrigatório para novos condutores

Desde maio deste ano, candidatos à primeira habilitação também precisam apresentar resultado negativo em exame toxicológico para obter a CNH, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Antes restrita principalmente aos condutores das categorias C, D e E, a exigência passou a abranger também quem pretende obter habilitação nas categorias A, B e AB. O objetivo, segundo a Senatran, é comprovar que o futuro motorista não faz uso de substâncias psicoativas antes da emissão do documento.

A obrigatoriedade não vale para candidatos que já possuíam registro no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) antes da entrada em vigor da nova regra.

Como é feita a coleta

O exame toxicológico deve ser realizado exclusivamente em laboratórios credenciados pela Senatran ou em postos de coleta vinculados a esses estabelecimentos.

Normalmente, é retirada uma pequena mecha de cabelo próxima à raiz. Quando isso não é possível, podem ser utilizados pelos do corpo ou, em situações específicas, unhas.

O procedimento prevê duas amostras: uma destinada à análise laboratorial e outra reservada para eventual contraprova, caso o candidato deseje contestar o resultado.

O laudo deve ser emitido em até 15 dias e possui validade de 90 dias. O exame permite identificar o consumo de substâncias psicoativas nos cerca de 90 dias anteriores à coleta, detectando drogas como maconha, cocaína, anfetaminas, ecstasy, LSD, heroína e morfina, entre outras.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados