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Justiça torna réus quatro investigados por morte de jovem durante salto de rope jump em São Paulo
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Acusados responderão por homicídio com dolo eventual; caso ocorreu após vítima ser lançada de ponte sem estar presa à corda de segurança
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/redes sociais
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior paulista. A jovem morreu após ser arremessada da chamada Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança, no dia 13 de junho.
De acordo com a decisão judicial, os acusados responderão por homicídio com dolo eventual e terão o prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito.
Segundo as investigações, três dos réus atuavam como instrutores da empresa contratada para a realização do salto e participaram diretamente do lançamento da vítima. Eles foram presos em flagrante no dia do ocorrido, e as detenções posteriormente foram convertidas em prisões preventivas.
A quarta denunciada também responderá por fraude processual, além da acusação de homicídio. Conforme apontam as apurações, ela teria tentado eliminar uma câmera acoplada ao corpo da vítima, numa suposta tentativa de dificultar a investigação. A Justiça também converteu sua prisão temporária em preventiva.
As investigações indicam ainda que a denunciada era responsável pela logística, captação de clientes e divulgação comercial da empresa. Para o Ministério Público, a função exercida por ela incluía o dever de garantir que as atividades fossem realizadas dentro dos padrões mínimos de segurança exigidos.
Na mesma decisão, a Justiça determinou o arquivamento das investigações contra outros quatro envolvidos, após concluir que não havia elementos suficientes que indicassem participação deles no caso.
Na semana passada, dois suspeitos que chegaram a ser presos foram colocados em liberdade. Segundo o documento judicial, as provas reunidas durante a investigação não apontaram indícios suficientes de autoria que justificassem o indiciamento dos investigados.
Maria Eduarda Rodrigues procurou a empresa para realizar um salto de rope jump, modalidade em que a pessoa se lança de uma estrutura elevada presa por cordas de segurança. No entanto, durante a atividade, a jovem foi arremessada da ponte sem estar conectada ao equipamento de proteção, o que resultou em sua morte.
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