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Plataforma desativou recursos de vídeo para usuários brasileiros e afirma estar negociando com a agência para restabelecer a funcionalidade
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução
O Discord suspendeu nesta segunda-feira (17) a função de transmissão ao vivo no Brasil, em cumprimento a uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Com a medida, o compartilhamento de vídeos e as transmissões ao vivo deixaram de estar disponíveis para usuários brasileiros.
A decisão da ANPD foi tomada de forma preventiva na última quarta-feira (12), com base no Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital). A plataforma recebeu prazo de três dias úteis para implementar as medidas determinadas pela autoridade.
Em comunicado, o Discord afirmou que os recursos de vídeo são parte importante da experiência oferecida aos usuários e informou que está em diálogo com a ANPD na tentativa de encontrar uma solução que permita a retomada da funcionalidade no país.
“Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil”, informou a empresa.
Segundo a plataforma, as transmissões permitem que os usuários compartilhem experiências, joguem juntos e mantenham contato com amigos e familiares.
O Discord também afirmou que pretende colaborar com as autoridades brasileiras na elaboração de medidas voltadas à segurança no ambiente digital. Representantes da empresa tinham uma reunião prevista com integrantes da ANPD nesta segunda-feira (17), na sede da agência.
A discussão sobre a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais ganhou força nas últimas semanas. O tema também foi levantado pela primeira-dama Janja da Silva, que defendeu que o Discord fosse retirado do ar “imediatamente”.
A declaração ocorreu após o caso de uma adolescente que morreu por suicídio durante transmissões realizadas em grupos da plataforma.
Além do comunicado enviado à imprensa, o Discord publicou uma carta aberta aos usuários. No documento, a empresa afirmou que está cumprindo a determinação da autoridade brasileira e classificou a situação como “séria”.
A plataforma reforçou ainda que continuará negociando com a ANPD para buscar uma solução que possibilite o restabelecimento dos recursos de vídeo no Brasil.
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