Justiça homologa acordo para indenizar 4,3 mil ex-funcionários das Casas Bahia
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Sindicato afirma que cerca de 1,9 mil trabalhadores demitidos em agosto ainda aguardam pagamentos.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação
Ex-funcionários das Casas Bahia realizaram um protesto na tarde de terça-feira (8), em frente a uma unidade da rede localizada em Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Durante a manifestação, trabalhadores queimaram uniformes da empresa e cobraram o pagamento de verbas trabalhistas que, segundo o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, continuam pendentes.
A entidade sindical estima que aproximadamente 1,9 mil funcionários desligados em agosto ainda não receberam os valores considerados devidos nas rescisões. Segundo o sindicato, alguns dos trabalhadores afetados chegaram a organizar vaquinhas para conseguir pagar despesas básicas enquanto aguardam a regularização dos pagamentos.
As demissões ocorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, período em que, conforme estimativa do sindicato, cerca de 3 mil funcionários foram desligados pelo Grupo Casas Bahia. Os cortes aconteceram pouco antes de a companhia entrar com pedido de recuperação judicial, processo que envolve um passivo estimado em R$ 17,3 bilhões.
Justiça determina suspensão das demissões
A Justiça do Trabalho determinou a suspensão dos desligamentos e a reintegração provisória dos trabalhadores, com o restabelecimento de benefícios como o plano de saúde. A decisão foi tomada pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal.
Na avaliação da Justiça, as demissões foram realizadas sem a participação do sindicato no processo de desligamento. O Tribunal Superior do Trabalho manteve a liminar ao rejeitar recurso apresentado pela empresa.
Mesmo com a decisão, o Grupo Casas Bahia continua recorrendo para tentar derrubar a medida.
Sindicato denuncia demissões de trabalhadores com estabilidade
O Sindicato dos Comerciários também afirma ter recebido denúncias envolvendo funcionários que teriam direito à estabilidade. Entre os casos citados estão gestantes, jovens aprendizes e trabalhadores que estavam de férias quando foram desligados.
A entidade relata ainda situações de empregados com 15, 20 e até 30 anos de vínculo com a empresa que teriam sido comunicados da demissão por WhatsApp e, segundo o sindicato, permaneceriam sem receber os direitos trabalhistas.
Outro caso apontado envolve uma funcionária demitida que teria sido cobrada por uma parcela de uma compra que antes era descontada diretamente do salário. O sindicato questiona a cobrança diante da falta de pagamento das verbas rescisórias.
O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, afirmou que novos protestos deverão ocorrer em outras unidades da rede. Segundo ele, a entidade pretende manter as mobilizações até que os trabalhadores recebam os valores reivindicados.
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