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Christa Gail Pike foi levada ao hospital após a tentativa de execução; governo do Tennessee suspendeu novas execuções até o fim do ano
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação
Christa Gail Pike, de 50 anos, condenada à pena de morte pelo assassinato de uma colega em 1995, sobreviveu após receber duas doses de uma injeção letal durante uma tentativa de execução realizada nesta quarta-feira (30), no Tennessee, Estados Unidos.
Segundo especialistas em pena de morte, o episódio representa uma falha sem precedentes no estado. Após receber as doses do medicamento, Pike permaneceu viva e, de acordo com seus advogados, chegou a roncar durante o procedimento. Ela precisou ser retirada da unidade prisional em uma ambulância e encaminhada para um hospital.
Os advogados da detenta afirmam que as autoridades administraram duas doses de pentobarbital, medicamento utilizado no protocolo de execução por injeção letal. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde da prisioneira.
Diante do incidente, o governo do Tennessee suspendeu todas as execuções previstas até o fim do ano e determinou a abertura de uma investigação para apurar o que ocorreu.
Pike tinha execução marcada para as 10h e seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos.
Suspensão da execução
Cerca de uma hora antes do horário previsto para a execução, um tribunal de apelações chegou a suspender temporariamente a aplicação da injeção letal. A decisão, porém, foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, permitindo que o procedimento prosseguisse.
O episódio representa a segunda tentativa de execução malsucedida no Tennessee somente neste ano. Em maio, as autoridades cancelaram a execução de Tony Carruthers depois que os responsáveis pelo procedimento passaram mais de uma hora tentando, sem sucesso, estabelecer um acesso intravenoso para administrar o pentobarbital.
O crime
Christa Pike e o então namorado, Tadaryl Shipp, de 17 anos, foram condenados pela morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. A vítima era colega dos dois em uma instituição de treinamento profissional em Knoxville, no Tennessee.
Segundo o caso apresentado pela Justiça, Slemmer foi esfaqueada e espancada até a morte.
Como Shipp tinha 17 anos na época do crime, foi condenado à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional. Pike, que já havia completado 18 anos, recebeu a pena de morte.
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