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Ministério da Saúde atualiza diretrizes sobre uso de antídoto contra intoxicação por metanol

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Ministério da Saúde atualiza diretrizes sobre uso de antídoto contra intoxicação por metanol

Nota Técnica nº 127/2025 orienta profissionais do SUS sobre aplicação do Fomepizol, medicamento essencial no tratamento de emergências causadas por bebidas adulteradas

Por: Camaçari Notícias

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 127/2025, com orientações atualizadas sobre o uso do Fomepizol 1 g/mL no tratamento de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Destinado a gestores e profissionais da rede de urgência e emergência, o documento reúne recomendações clínicas, indicações terapêuticas e diretrizes de acesso ao antídoto em unidades estratégicas do sistema público.

A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave, frequentemente associada ao consumo de bebidas adulteradas. O quadro pode evoluir rapidamente para acidose metabólica severa, danos neurológicos e visuais e até morte. O fomepizol atua ao bloquear a formação de metabólitos tóxicos, interrompendo a progressão do envenenamento e reduzindo significativamente o risco de complicações.

Segundo Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, a medida fortalece a capacidade de resposta do SUS.

“O fomepizol é uma ferramenta essencial no manejo clínico das intoxicações por metanol, garantindo maior eficácia no tratamento e ampliando as chances de recuperação dos pacientes. Ao orientar a rede sobre o uso correto do medicamento, damos um passo importante para salvar vidas”, afirmou.

De acordo com o documento, o fomepizol apresenta alta eficácia, baixo risco de efeitos adversos e eliminação prolongada, tornando-se uma opção terapêutica segura e eficiente. O tratamento deve ser acompanhado de suporte clínico, como hidratação e correção de distúrbios metabólicos, podendo incluir hemodiálise em casos graves.

A nota também reforça a importância de uma rede assistencial bem estruturada para garantir atendimento rápido e coordenado. A distribuição do antídoto deve priorizar hospitais com leitos de UTI, Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), UPAs 24h e unidades com apoio remoto especializado, permitindo a administração imediata do medicamento antes da transferência do paciente.

Com a publicação da Nota Técnica nº 127/2025, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso com a resposta qualificada às intoxicações por metanol, um desafio de saúde pública que exige ação integrada, protocolos padronizados e rapidez na assistência.

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