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Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de toxina

Saúde

Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de toxina

Anvisa proíbe comercialização de lotes específicos após detecção de cereulide, toxina que pode causar vômitos, diarreia e letargia em bebês.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Nestlé/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, distribuição e uso de determinados lotes de fórmulas infantis da Nestlé no Brasil devido à presença da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus. A medida, publicada nesta quarta-feira (7) na Resolução nº 32/2026, tem caráter preventivo.

Segundo a Anvisa, o consumo de produtos contaminados pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e dificuldade de reação.

A Nestlé iniciou o recolhimento voluntário dos lotes afetados, que fazem parte de um recall global motivado pela detecção da toxina em insumos de um fornecedor internacional, utilizados em uma fábrica na Holanda. O recall atinge fórmulas infantis comercializadas em vários países, incluindo França, Alemanha, Itália e Suécia.

Em comunicado, a empresa afirmou que não há relatos confirmados de doenças, mas reforçou que a medida foi adotada “por excesso de cautela”, destacando que a segurança dos bebês é prioridade. A Nestlé também garantiu reembolso aos consumidores dos lotes afetados.

No Brasil, os produtos envolvidos são das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Science Pro Sensitive e Alfamino, todos fabricados pela Nestlé Brasil Ltda.

A Anvisa orienta pais e responsáveis a conferirem o número do lote impresso na embalagem. Caso corresponda a algum dos lotes recolhidos, o produto não deve ser utilizado. Para troca ou devolução, os consumidores devem contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé Brasil.

Se houver consumo e aparecimento de sintomas como vômitos, diarreia ou letargia, é recomendada a busca imediata de atendimento médico, levando, se possível, a embalagem do alimento.

A agência orienta ainda que fórmulas infantis são alimentos específicos, que requerem registro na Anvisa e devem ser utilizadas somente com orientação de profissionais de saúde. O órgão lembra que o aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de idade pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde.

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