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Polilaminina: quem pode receber e como solicitar o tratamento experimental para lesão medular
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Medicamento experimental para lesão medular está em fase inicial.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação e Getty Images via Canva
A polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Laboratório Cristália, está sendo estudada como alternativa experimental para auxiliar na recuperação de movimentos em pacientes com lesão medular. As informações foram divulgadas pelo portal R7.
De acordo com a reportagem, o produto se encontra em Estudo Clínico de Fase I, etapa inicial que tem como principal objetivo avaliar a segurança do uso em seres humanos. Isso significa que a polilaminina ainda não é um tratamento aprovado ou comercializado, e sua eficácia segue em investigação científica.
Como a polilaminina atua
A substância foi produzida em laboratório a partir da proteína laminina, componente natural do organismo responsável pela estrutura e organização dos tecidos. A proposta é estimular a regeneração de conexões nervosas lesionadas, favorecendo a formação de novas rotas neurais na medula espinhal.
O protocolo atual prevê:
Aplicação única
Administração direta na área da lesão
Procedimento cirúrgico de curta duração
Reabilitação intensiva após a intervenção
A resposta ao tratamento pode variar conforme o tempo decorrido desde o trauma, a extensão da lesão e as condições gerais de saúde do paciente.
Quem pode receber
Neste momento, o foco dos estudos está em pacientes com lesões agudas, com janela ideal de até 72 horas após o trauma. Em fase subaguda, nas semanas seguintes, pode haver benefício, embora com possível redução de eficácia.
Já em casos de lesões crônicas, com mais de 90 dias, ainda não há comprovação científica suficiente de segurança e eficácia em humanos. Pesquisas experimentais continuam em andamento antes de qualquer ampliação de indicação.
O que é uso compassivo
Como a polilaminina não possui registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o acesso ocorre por meio de uso compassivo, mecanismo regulatório que permite a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis utilizarem medicamentos ainda não aprovados.
A autorização excepcional é concedida quando:
O paciente apresenta quadro grave
Não existem tratamentos eficazes disponíveis
O medicamento possui dados preliminares de segurança
Há autorização formal dos órgãos regulatórios
O processo exige análise detalhada, documentação específica e aprovação administrativa ou judicial, conforme as normas vigentes. O medicamento não pode ser comprado ou comercializado; o acesso ocorre exclusivamente dentro dos critérios técnicos e legais estabelecidos.
Casos e próximos passos
Segundo o R7, pacientes submetidos ao procedimento apresentaram evolução funcional inicial, incluindo retomada parcial de movimentos. No entanto, especialistas ressaltam que resultados individuais não substituem evidências robustas obtidas em estudos clínicos controlados.
A Fase I do estudo avalia a segurança. Etapas posteriores deverão investigar a eficácia em um número maior de pacientes. Enquanto isso, o acompanhamento científico rigoroso e o cumprimento das normas regulatórias são apontados como fundamentais.
Como solicitar avaliação
O acesso à polilaminina ocorre exclusivamente pelos canais oficiais do Laboratório Cristália, responsável pelo desenvolvimento do medicamento em parceria com a UFRJ.
Os contatos informados são:
Telefone: 0800 701 1918
E-mail: sac@cristalia.com.br
Site: cristalia.com.br
Nesta fase inicial, os custos relacionados ao processo e à aplicação são assumidos pelo laboratório.
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