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Lula sanciona lei que amplia uso da imunoterapia no SUS para tratamento do câncer

Saúde

Lula sanciona lei que amplia uso da imunoterapia no SUS para tratamento do câncer

Nova norma inclui terapia nos protocolos oficiais e prioriza uso quando for mais eficaz ou segura que métodos tradicionais

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.379/2026, que inclui a imunoterapia nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi publicada nesta terça-feira (7) no Diário Oficial da União e atualiza a Lei Orgânica da Saúde.

A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas. Com a nova legislação, o SUS deverá ofertar essa abordagem sempre que ela apresentar maior eficácia ou segurança em comparação com métodos tradicionais, como quimioterapia e radioterapia. A sanção também foi assinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A inclusão da técnica nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDTs) representa um avanço na incorporação de tratamentos mais modernos na rede pública. Esses documentos orientam o diagnóstico e o tratamento das doenças no SUS, incluindo medicamentos, dosagens, acompanhamento dos pacientes e critérios de avaliação dos resultados.

Atualmente, a imunoterapia já é disponibilizada no SUS em situações específicas, como em casos de melanoma cutâneo avançado, câncer de pulmão de não pequenas células e linfoma de Hodgkin clássico recidivado ou refratário. Mesmo com os avanços, o tratamento não é eficaz para todos os pacientes e sua adoção seguirá condicionada à comprovação de benefícios clínicos.

No sistema público, o tratamento do câncer é organizado com base em protocolos definidos pelo Ministério da Saúde, com apoio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a inclusão, exclusão ou atualização de terapias e procedimentos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. O país ainda enfrenta desafios como o diagnóstico tardio e desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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