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Anvisa barra novos registros de “canetas emagrecedoras” e mantém mercado restrito no Brasil
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Decisão publicada no Diário Oficial atinge três medicamentos e mantém restrita a entrada de novas versões no país.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou pedidos de registro de novos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, substâncias utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda feira (13) e atinge três produtos que buscavam autorização para comercialização no país.
Foram indeferidas duas versões de liraglutida produzidas pela farmacêutica Cipla, chamadas Plaobes e Lirahyp, além de uma versão de semaglutida da empresa Dr. Reddy’s, identificada como Embeltah.
Segundo a Anvisa, os pedidos estavam sendo analisados por meio do chamado desenvolvimento abreviado, modalidade em que as empresas utilizam dados já existentes sobre a substância para tentar acelerar o processo de aprovação. Mesmo assim, os fabricantes precisam apresentar estudos próprios que comprovem qualidade, segurança e eficácia. Quando essas exigências não são atendidas, o registro pode ser negado.
Com a decisão, os medicamentos não podem ser vendidos no Brasil neste momento. A agência não detalhou os motivos técnicos específicos de cada indeferimento, o que é comum nesse tipo de publicação administrativa.
A rejeição impacta diretamente a entrada de novos concorrentes no mercado das chamadas canetas emagrecedoras, hoje dominado por marcas já consolidadas. No curto prazo, a medida mantém a oferta limitada e contribui para a continuidade de preços elevados.
O cenário ocorre em meio a uma movimentação crescente do setor farmacêutico após o fim da patente da semaglutida, substância presente em medicamentos conhecidos como Ozempic e Wegovy. A quebra da exclusividade abriu espaço para a chegada de novas empresas, mas até o momento nenhum novo produto foi aprovado no país.
De acordo com a Anvisa, já foram protocolados ao menos 17 pedidos de registro de medicamentos similares, todos ainda em análise ou sob exigências técnicas.
Apesar do fim da patente, a liberação de versões concorrentes não é automática. Por se tratar de uma molécula complexa, cada produto precisa passar por avaliação rigorosa individual.
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