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Ministério da Saúde incorpora transplante de membrana amniótica ao SUS para diabetes

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Ministério da Saúde incorpora transplante de membrana amniótica ao SUS para diabetes

Tecnologia biológica acelera cicatrização do pé diabético e recupera superfície ocular de 860 mil pacientes

Por: Camaçari Notícias

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Saúde oficializou nesta quinta-feira (16) a incorporação do transplante de membrana amniótica ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de feridas crônicas e alterações oculares. A tecnologia biológica, aprovada pela Conitec, beneficiará anualmente mais de 860 mil pacientes, sendo estratégica no combate às complicações do pé diabético. O tecido, coletado de partos e processado para medicina regenerativa, possui propriedades anti-inflamatórias que aceleram a cicatrização e reduzem o tempo de recuperação em casos graves.

A membrana amniótica atua como um curativo biológico de alta performance. Em pacientes diagnosticados com pé diabético, a aplicação dessa tecnologia permite uma cicatrização até duas vezes mais rápida em comparação aos métodos de curativos convencionais.

Essa rapidez é fundamental para reduzir o risco de infecções graves e possíveis amputações, um dos maiores desafios da saúde pública brasileira. No SUS, a utilização desse tecido já apresentava resultados positivos no tratamento de queimaduras extensas desde 2025, o que motivou a expansão para outras áreas da medicina regenerativa.

Além das lesões dermatológicas, o transplante será indicado para alterações em pálpebras, glândulas lacrimais e na córnea. A membrana amniótica auxilia na redução da dor e na restauração da superfície ocular em quadros de glaucoma, queimaduras químicas, perfurações e úlceras.

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, o curativo biológico melhora significativamente a qualidade da visão de pacientes que não respondem bem a tratamentos tradicionais. A incorporação representa um avanço no acesso a tecnologias de ponta, promovendo maior qualidade de vida e eficiência terapêutica na rede pública de saúde.

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