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Novo medicamento contra Alzheimer chega ao Brasil com promessa de retardar avanço da doença

Saúde

Novo medicamento contra Alzheimer chega ao Brasil com promessa de retardar avanço da doença

Aprovado pela Anvisa, lecanemabe atua nas fases iniciais da doença e pode reduzir em 27% o declínio cognitivo.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução

Um novo medicamento voltado ao tratamento do Alzheimer deve começar a ser comercializado no Brasil a partir de junho. Trata-se do lecanemabe, um remédio biológico aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2025, que surge como uma alternativa para desacelerar a progressão da doença em estágios iniciais.

Desenvolvido para atuar diretamente no cérebro, o lecanemabe age sobre as protofibrilas de beta-amiloide — proteínas tóxicas associadas à morte de neurônios em pacientes com Alzheimer. O diferencial do tratamento está no chamado “duplo mecanismo de ação”: além de remover essas substâncias já acumuladas, o medicamento também reduz a formação de novas placas.

De acordo com dados de estudos clínicos publicados no New England Journal of Medicine, o uso do fármaco resultou em uma redução de 27% no declínio cognitivo e funcional dos pacientes ao longo de 18 meses. A pesquisa envolveu 1.795 participantes em centros da América do Norte, Europa e Ásia.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que o medicamento não reverte danos já causados pela doença. “A proposta é retardar a progressão do Alzheimer, não recuperar funções cognitivas perdidas”, explicam representantes das farmacêuticas envolvidas na produção.

A recomendação é que o tratamento seja iniciado nas fases iniciais da doença, como em casos de comprometimento cognitivo leve ou demência leve, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

Outro ponto que chama atenção é o custo. O valor mensal do tratamento, sem impostos, é estimado em R$ 8.108,94. Com a incidência de tributos, o preço pode chegar a R$ 11.075,62, o que pode representar um desafio para o acesso de pacientes no país.

O medicamento é produzido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai.

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