Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Saúde

/

Infarto acontece “do nada”? Estudo aponta 4 fatores presentes na maioria dos casos

Saúde

Infarto acontece “do nada”? Estudo aponta 4 fatores presentes na maioria dos casos

Pesquisa com quase 10 milhões de pessoas identificou fatores de risco presentes antes da maioria dos primeiros eventos cardiovasculares.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Rawpixel.com/Freepik

Um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology reforça uma tese já conhecida entre especialistas: o infarto raramente acontece de forma repentina. Segundo informações divulgadas pela Agência Einstein, a maioria dos casos está ligada a fatores de risco que se desenvolvem silenciosamente ao longo dos anos.

A pesquisa analisou dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos para investigar quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca.

O levantamento encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, os pacientes já apresentavam pelo menos um fator de risco cardiovascular antes do problema. Entre 93% e 97% tinham dois ou mais fatores associados.

De acordo com a Agência Einstein, os pesquisadores concentraram a análise em quatro fatores clássicos: pressão arterial elevada, colesterol alto, glicemia alterada e histórico de tabagismo. O estudo também considerou alterações consideradas limítrofes, como pré-diabetes e pressão “normal-alta”, por também aumentarem o risco ao longo do tempo.

Para a cardiologista Juliana Tranjan, ouvida pela Agência Einstein, o infarto deve ser entendido como o resultado de um processo progressivo. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, afirmou.

O que acontece no organismo?

Por trás desse processo está a aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo gradual de gordura e inflamação nas paredes das artérias, formando placas que podem bloquear a circulação sanguínea.

Segundo o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos favorecem esse acúmulo e aumentam o risco de obstrução dos vasos.

A pressão alta pode danificar a camada interna das artérias, enquanto o colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura. Já a glicose alta intensifica processos inflamatórios, e o cigarro provoca estresse oxidativo e instabilidade nas placas, elevando as chances de trombose e infarto.

Sintomas podem ser discretos

Apesar de muitas vezes ser associado a uma dor intensa no peito, o infarto pode ser precedido por sinais sutis, como cansaço excessivo, redução do desempenho físico, falta de ar ao esforço e desconforto torácico. Esses sintomas, no entanto, frequentemente são confundidos com estresse, sedentarismo ou envelhecimento.

Especialistas ressaltam que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco cardiovascular. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do cigarro, controle do peso, sono adequado e acompanhamento médico estão entre as principais recomendações.

Além disso, exames simples continuam sendo fundamentais para a prevenção, como aferição da pressão arterial, controle da glicemia, colesterol e triglicérides, além do monitoramento do peso e da circunferência abdominal.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados