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CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores no Brasil

Saúde

CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores no Brasil

Medida passa a valer na próxima terça-feira e mantém exceção apenas para tratamento de pacientes com HIV/aids em unidades especializadas do SUS

Por: Camaçari Notícias

Foto: Freepik

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) por médicos em todo o território nacional para procedimentos estéticos e reparadores. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (29) e entra em vigor na próxima terça-feira (2).

De acordo com a resolução, a única exceção será para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O PMMA é uma substância sintética composta por microesferas suspensas em gel e utilizada como preenchedor permanente. Seu uso médico era autorizado em situações específicas, como correção de deformidades e reconstrução de tecidos. Nos últimos anos, porém, o produto passou a ser empregado com frequência em procedimentos estéticos para aumento de volume de regiões como glúteos e rosto.

Entidades médicas vêm alertando há anos para os riscos associados à aplicação da substância, que pode provocar complicações graves. A decisão do CFM afeta exclusivamente os profissionais médicos. O conselho já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição total da comercialização do produto, mas o pedido ainda não foi atendido.

Atualmente, a Anvisa recomenda que o PMMA seja utilizado apenas por médicos e dentistas em situações específicas, como preenchimentos faciais e corporais e na correção de deformidades faciais decorrentes do tratamento de pessoas infectadas pelo HIV.

Nesta semana, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também se posicionou favoravelmente à proibição da substância para fins estéticos e cosmiátricos. Em nota, a entidade lamentou mais uma morte associada ao uso do produto e reforçou os alertas sobre os riscos do procedimento.

A medida do CFM foi tomada após a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, ocorrida na última segunda-feira (26), em São Paulo. Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, a mulher passou mal após realizar um procedimento estético com aplicação de PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas.

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