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Saúde
Medicamento demonstrou redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte em pacientes com câncer de mama avançado
Por: Camaçari Notícias
Foto: Marcelo Carmago/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (22) o Inluriyo (imlunestranto), primeiro tratamento oral autorizado no Brasil para pacientes com câncer de mama localmente avançado ou metastático do tipo receptor de estrogênio positivo (ER+) e HER2 negativo, que apresentem mutação no gene ESR1 e já tenham sido submetidas à terapia endócrina.
Desenvolvido pela farmacêutica Lilly, o medicamento atua bloqueando e promovendo a degradação dos receptores de estrogênio alterados, mecanismo relacionado à resistência aos tratamentos hormonais convencionais e à progressão da doença.
As mutações no gene ESR1 são incomuns nos estágios iniciais do câncer de mama, mas podem surgir durante o tratamento hormonal. Em pacientes com doença metastática que já passaram por pelo menos uma linha de terapia endócrina, essas alterações podem estar presentes em até 50% dos casos de resistência ao tratamento.
Segundo especialistas, a mutação permite que os receptores de estrogênio permaneçam ativos mesmo sem a presença do hormônio, favorecendo o crescimento e a disseminação das células tumorais.
A aprovação foi baseada nos resultados do estudo clínico de fase 3 Ember-3. Os dados mostraram que o Inluriyo reduziu em 38% o risco de progressão da doença ou morte quando comparado à terapia endócrina padrão.
Entre os pacientes com mutação ESR1, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 5,5 meses, superior aos 3,8 meses registrados nos tratamentos convencionais.
Para o diretor médico da Lilly no Brasil, Luiz André Magno, a chegada da nova terapia representa um avanço importante na oncologia de precisão. Segundo ele, o uso de biomarcadores tem ampliado as possibilidades de tratamentos individualizados, oferecendo novas perspectivas para pacientes com câncer de mama metastático.
A empresa também informou que o medicamento apresentou perfil de segurança considerado favorável durante os estudos clínicos. As reações adversas mais frequentes incluíram diarreia, náusea, anemia e fadiga, geralmente de intensidade leve a moderada.
A taxa de interrupção do tratamento em decorrência de eventos adversos foi de 4,3%, resultado que, de acordo com os pesquisadores, reforça o equilíbrio positivo entre eficácia e segurança da terapia.
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