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Internações por infecções respiratórias graves apresentam queda após cinco meses de alta, aponta Fiocruz
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Apesar da redução nas hospitalizações, boletim alerta que índices seguem elevados em diversos estados, incluindo a Bahia
Por: Camaçari Notícias
Foto: Freepik
As internações por infecções respiratórias graves começaram a desacelerar no Brasil após cinco meses consecutivos de crescimento. A informação consta no mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (10) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo o levantamento, que analisa o período entre 28 de junho e 4 de julho, a redução dos casos está relacionada principalmente à queda das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B.
Apesar da melhora observada no cenário nacional, a Fiocruz alerta que os índices de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam elevados em grande parte do país e exigem atenção das autoridades de saúde.
Entre os estados com tendência de crescimento dos casos, classificados em situação de alerta, risco ou alto risco, estão Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
O Amazonas merece atenção especial, segundo os pesquisadores, devido ao aumento das internações por SRAG entre idosos, situação que pode estar associada ao crescimento dos casos de Covid-19.
Outras 15 unidades da federação registram incidência elevada da síndrome respiratória, embora sem tendência de aumento no longo prazo. A lista inclui Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.
A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas por doenças respiratórias.
Desde 2025, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) passou a integrar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.
Já a vacina contra a gripe está disponível gratuitamente para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes e outros grupos prioritários, como profissionais da saúde e da educação. Em algumas cidades, a campanha foi ampliada para toda a população a partir dos seis meses de idade.
Em relação à Covid-19, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação de crianças entre seis meses e cinco anos, reforço durante a gestação, doses semestrais para idosos e pessoas imunocomprometidas, além de reforço anual para outros grupos prioritários.
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