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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer agressivo do sistema linfático

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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer agressivo do sistema linfático

Columvi será utilizado em pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B e apresentou redução de 41% no risco de morte em estudo internacional

Por: Camaçari Notícias

Foto: Marcelo Carmago/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), da farmacêutica Roche, para o tratamento de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), um dos tipos mais agressivos de câncer que acomete o sistema linfático. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento será administrado em combinação com gencitabina e oxaliplatina em pacientes com doença recidivante, quando o câncer retorna após o tratamento, ou refratária, nos casos em que a enfermidade não responde às terapias convencionais. A indicação também contempla pessoas que não possuem condições clínicas para realizar transplante autólogo de células-tronco.

De acordo com a Anvisa, a aprovação amplia as alternativas terapêuticas disponíveis no país ao introduzir um anticorpo biespecífico capaz de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais, representando um avanço no tratamento de cânceres hematológicos.

Segundo a Roche, aproximadamente 4 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfoma difuso de grandes células B. O tratamento com Columvi é realizado por infusão intravenosa, sem necessidade de internação, e tem duração média de 8,3 meses, distribuídos em 12 ciclos.

Os resultados de um estudo clínico internacional, publicados em novembro de 2024 na revista The Lancet, demonstraram benefícios significativos da nova terapia. O esquema com Columvi reduziu em 41% o risco de morte em comparação ao tratamento convencional, além de alcançar remissão completa da doença em 50,3% dos pacientes, frente aos 22% registrados no grupo que recebeu a terapia padrão. O estudo também apontou redução de 63% no risco de progressão da doença.

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