Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Saúde

/

Campanha alerta para vacinação contra vírus responsável por 80% dos casos de bronquiolite em bebês

Saúde

Campanha alerta para vacinação contra vírus responsável por 80% dos casos de bronquiolite em bebês

Iniciativa da SBIm busca ampliar a vacinação de gestantes e conscientizar famílias sobre os riscos do vírus sincicial respiratório, principal responsável por internações de crianças pequenas.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha "Todos contra o VSR – Proteção desde o Início", iniciativa voltada para ampliar a conscientização sobre a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em crianças pequenas. A ação também pretende fortalecer o conhecimento dos profissionais de saúde sobre as formas de prevenção da doença.

O VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos, tornando-se uma das principais ameaças à saúde infantil nos primeiros meses de vida.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, somente neste ano, foram registrados 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus. Desse total, 246 pessoas morreram. As crianças menores de dois anos concentram a maior parte das ocorrências, com 17.081 casos confirmados e 109 óbitos.

Segundo a coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, a imunização representa uma das principais estratégias para reduzir o risco de complicações graves.

"A imunização contra o VSR é essencial para resguardar os bebês nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior."

A especialista explica que existem duas formas de proteção disponíveis. A primeira é a vacinação das gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, permitindo que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção desde os primeiros dias de vida.

Outra alternativa é a aplicação de anticorpos monoclonais em crianças menores de dois anos, especialmente prematuros e bebês pertencentes aos grupos considerados de maior risco.

"A partir do nascimento, crianças menores de dois anos podem se beneficiar dos anticorpos monoclonais, em especial prematuros e outros grupos de risco", destacou a médica.

A campanha chama atenção para um dado preocupante: mais da metade das internações por VSR ocorre nos dois primeiros meses de vida. Quando considerados os três primeiros meses, esse percentual sobe para aproximadamente dois terços dos casos.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza gratuitamente a vacina para gestantes a partir da 28ª semana de gestação e o anticorpo monoclonal para bebês prematuros, nascidos antes de 37 semanas, com até seis meses de idade, além de crianças menores de dois anos que apresentem determinadas comorbidades.

A SBIm, no entanto, recomenda ampliar essa proteção para outros grupos, como crianças prematuras durante todo o primeiro ano de vida e menores de dois anos sem comorbidades, conforme avaliação do pediatra.

Como parte da mobilização, a campanha reúne vídeos com depoimentos de médicos, entre eles o Dráuzio Varella, e de mães que enfrentaram complicações causadas pelo vírus em seus filhos.

"Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público. Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertam empatia, reforçam a percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção."

A iniciativa também disponibiliza videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite com informações sobre o VSR, conteúdos educativos nas redes sociais e canais de comunicação direta com gestantes e famílias por e-mail e WhatsApp. O projeto conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da ONG Prematuridade.com.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados