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VSR impulsiona alta de casos de SRAG no Sul; Rio Grande do Sul e Santa Catarina entram em alerta
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Boletim da Fiocruz aponta tendência de crescimento das internações por síndrome respiratória, principalmente entre crianças pequenas.
Por: Camaçari Notícias
Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases/Unsplash
O mais recente Boletim InfoGripe, elaborado pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP, acendeu um novo alerta para o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Sul do Brasil. Enquanto a maior parte dos estados brasileiros apresenta queda ou estabilidade nos casos, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registram crescimento sustentado das ocorrências, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pelo maior impacto entre crianças de até 4 anos.
Segundo o levantamento, os dois estados, ao lado do Maranhão, estão entre as únicas unidades da federação com tendência de alta nas últimas seis semanas, permanecendo em níveis classificados como alerta, risco ou alto risco para SRAG.
Rio Grande do Sul ultrapassa 10 mil hospitalizações
No Rio Grande do Sul, o painel da Secretaria Estadual da Saúde contabiliza 10.619 hospitalizações por SRAG em 2026.
Do total de internações:
3.840 foram associadas a outros vírus respiratórios;
3.711 seguem sem identificação do agente causador;
2.082 foram provocadas por influenza;
349 por Covid-19.
O estado também registrou 690 mortes por SRAG, distribuídas da seguinte forma:
288 sem agente especificado;
204 por influenza;
124 por outros vírus respiratórios;
62 por Covid-19;
12 por outros agentes etiológicos.
Santa Catarina também apresenta avanço
Em Santa Catarina, até a Semana Epidemiológica 26, foram notificadas 7.474 ocorrências de SRAG, das quais 4.246 tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios.
Entre os casos confirmados:
2.781 (37,2%) foram provocados por outros vírus respiratórios;
1.245 (16,7%) por influenza;
220 (2,9%) por Covid-19.
Entre os vírus identificados, o rinovírus aparece como o mais frequente, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
O estado contabiliza ainda:
80 mortes por influenza;
59 por outros vírus respiratórios;
36 associadas à Covid-19.
Crianças pequenas concentram maior impacto
O InfoGripe destaca que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal responsável pelo aumento recente dos casos de SRAG no Sul do país.
O vírus afeta de forma mais intensa crianças com menos de 2 anos e também aquelas entre 2 e 4 anos, tornando-se a principal causa de hospitalizações nessa faixa etária.
Além do VSR, especialistas observam a circulação simultânea de outros agentes respiratórios, como Influenza B, rinovírus e metapneumovírus, que contribuem para o aumento das internações em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Brasil já soma mais de 125 mil casos
Em todo o país, o Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento, conforme o boletim da Fiocruz.
Desse total, 53,4% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Nas últimas quatro semanas analisadas:
O VSR respondeu por 57,7% dos casos positivos;
e por 31,9% dos óbitos com confirmação laboratorial.
O levantamento mostra ainda que a doença afeta os extremos de idade de formas diferentes. Enquanto o VSR lidera as hospitalizações entre crianças pequenas, a Influenza A é a principal causa de morte entre pessoas com 65 anos ou mais. O rinovírus aparece como a segunda maior causa de óbitos nessa faixa etária, seguido pela Influenza B.
Vacinação continua sendo a principal proteção
Especialistas reforçam que a vacinação permanece como a medida mais eficaz para prevenir casos graves e mortes causadas pelos principais vírus respiratórios, incluindo influenza, Covid-19 e VSR, quando disponível para os grupos indicados.
Também são recomendadas medidas de prevenção, como:
Uso de máscaras em unidades de saúde e ambientes fechados com aglomeração;
Higienização frequente das mãos;
Isolamento de pessoas com sintomas gripais ou de resfriado para reduzir a transmissão dos vírus.
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