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São Paulo confirma primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental

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São Paulo confirma primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental

Estado nunca havia registrado casos humanos da doença.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Fiocruz/Divulgação

São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental registrados no estado. Os diagnósticos foram divulgados nesta terça-feira (25) pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Uma das pacientes é uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que relatou ter viajado recentemente para a região amazônica. Ela já se recuperou da doença. O segundo caso é de uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.

A confirmação representa a primeira ocorrência de casos humanos da doença em território paulista.

Segundo a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, as equipes de saúde municipais e estaduais continuam investigando os casos para determinar os locais prováveis de infecção e orientar as ações de prevenção.

Outros casos no país

O Ministério da Saúde também confirmou dois casos de febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina, sendo que um dos pacientes morreu. Há ainda um caso considerado provável no Piauí.

Diante dos registros, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar novos casos e possíveis áreas de transmissão do vírus.

Como ocorre a transmissão

A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

A infecção pode não apresentar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvam manifestações clínicas, que na maioria dos casos são leves.

Entre os sintomas possíveis estão:

febre;

mal-estar;

falta de apetite;

náuseas e vômitos;

dor de cabeça;

dor muscular;

dor nos olhos;

manchas na pele;

aumento dos gânglios linfáticos;

confusão mental;

redução do nível de consciência;

tremores;

convulsões.

A doença pode provocar desde um quadro febril passageiro até manifestações mais graves, como encefalite, meningite e outras alterações neurológicas. Nesses casos, a avaliação médica deve ser imediata e pode haver necessidade de internação.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico considera a avaliação clínica e os exames laboratoriais, principalmente em pacientes com sintomas compatíveis e histórico de exposição a locais onde há presença dos mosquitos transmissores.

Atualmente, não há vacina nem tratamento antiviral específico disponível para humanos. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e acompanhamento médico.

Em situações graves, o paciente pode precisar de internação hospitalar ou atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O suporte pode envolver hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para prevenir ou tratar possíveis complicações.

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