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SUS terá três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão a partir de outubro
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Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão oferecidos pelo governo federal; cerca de 1,9 mil pacientes devem ser beneficiados inicialmente
Por: Camaçari Notícias
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Três novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento do câncer de pulmão passarão a ser disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. A medida inclui o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe e deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes, segundo o Ministério da Saúde.
Os medicamentos podem chegar a custar até R$ 643 mil por ano na rede privada. A incorporação das terapias busca ampliar as opções de tratamento oferecidas gratuitamente aos pacientes da rede pública.
O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Os medicamentos atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas. Uma das vantagens desse tipo de tratamento é a possibilidade de uso em casa, além de apresentar menor incidência de alguns efeitos adversos em comparação com esquemas convencionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe atua sobre o sistema imunológico, estimulando a capacidade do organismo de combater as células tumorais. O medicamento é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento apresenta ganhos na sobrevida global dos pacientes.
As três terapias serão financiadas integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada para ampliar a oferta de tratamentos contra o câncer no SUS.
Ao todo, a AF-Onco prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos oncológicos na rede pública.
A estimativa do governo federal é de que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela política. O orçamento anual previsto para a AF-Onco é de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.
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