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Saúde
Por: Camaçari Notícias
“A fila do posto do Gravatá é desumana”. O comentário em destaque foi compartilhado em um grupo de WhatsApp pela mãe de um bebê que, já há alguns dias, está tentando vacinar seu filho contra a gripe H1N1 e tem encontrado dificuldades nos postos de Camaçari. “Ou não tem vacina, ou as filas são gigantescas”, completou a mãe.
Segundo informações de outra mãe que também tem buscado atendimento, seu sogro esteve no posto do bairro Piaçaveira e foi informado na unidade, de que o atendimento só seria regularizado com o fim da greve dos servidores, que ainda não tem previsão de quando vai terminar. “Enquanto isso nossos filhos ficam desprotegidos”, desabafou.
O preço da vacina H1N1 nas clínicas particulares no município custa, em média R$ 100. Algumas mães estão recorrendo ao serviço pago, justamente, porque nos postos de Camaçari o acesso à vacinação está complicado.
“O posto do Gravatá vai distribuir 100 senhas à tarde. Agora pela manhã quando estive na unidade, já tinha cerca de 20 pessoas esperando”, informou a mãe que comentou sobre o medo de a vacina acabar.
A conversa no grupo do aplicativo entre as mães e gestantes, também abordou a questão do tempo da campanha de vacinação. Uma das mães tentou acalmar as demais dizendo: “A campanha segue até o mês que vem, então seria bom que deixassem a poeira baixar, para não passarmos transtornos com nossos bebês” e outra acrescentou: “A funcionária do posto me disse que, a partir da semana que vem essa agonia acaba. Porque começou esses dias, está muito cheio, mas, isso é só nos primeiros dias”.
O medo de que a quantidade de vacina não dê para quem quer, associado à busca urgente pela prevenção, tem superlotado os postos do município e gerado filas enormes todos os dias.
INFORMAÇÕES SESAU
Iniciada na segunda-feira (18/04), a campanha segue até 30 de maio nas Unidades de Saúde da Família (USFs) do Gravatá, Phoc I e Parque Florestal e nas Unidades Básicas da Saúde (UBSs) do Gravatá, Arembepe e de Vila de Abrantes. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A vacina é destinada a idosos, crianças maiores de seis meses e menores de quatro anos, profissionais da saúde, mulheres grávidas ou que deram a luz há menos de 45 dias, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade, em sistema socioeducativo. As demais vacinas do calendário de imunização continuam sendo oferecidas de forma regular.
Por telefone a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde confirmou a dificuldade com relação à vacinação no município, justificando que, por conta da greve dos servidores, o serviço nos postos, realmente, está complicado. "Temos vacinas suficientes, o que não temos são funcionários", destacou a assessora Babalu, que informou também que os servidores não estão cumprindo o que prometeram: "Eles disseram que respeitariam os 30% do efetivo em atividade, porém isso não está acontecendo. O próprio sindicato já pediu para que mantenham pelo menos esse efetivo trabalhando. O que temos, por enquanto é cerca de 20% em atividade", lamentou Babalu e apelou: "Nós respeitamos o fato de estarem em greve, mas, precisamos dos 30% do efetivo trabalhando".
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