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Educação básica perde 2,3% de matrículas em 2025 e registra maior queda da década

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Educação básica perde 2,3% de matrículas em 2025 e registra maior queda da década

Números integram Censo Escolar 2025, apresentado pelo MEC nesta quinta-feira (26).

Por: Camaçari Notícias

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Brasil encerrou 2025 com 46 milhões de estudantes matriculados na educação básica, o que representa uma redução de 2,3% em relação ao ano anterior, a maior queda registrada nos últimos dez anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC), em Manaus (AM), com base no Censo Escolar 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O recuo foi impulsionado principalmente pelo ensino médio, que apresentou redução de 5,4% nas matrículas em comparação a 2024. No ano passado, a etapa registrava 6,7 milhões de estudantes na rede pública. Em 2025, o total caiu para 6,3 milhões, uma diminuição de cerca de 425 mil alunos.

Queda concentrada em sete estados

Apesar do cenário nacional de retração, Roraima e Santa Catarina foram os únicos estados que apresentaram crescimento no número total de matrículas.

Por outro lado, sete estados concentraram 75% da queda registrada no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Paraná e Pernambuco. São Paulo lidera a redução, sendo responsável por 37,2% de todo o recuo nacional.

MEC atribui queda a fatores demográficos e ajuste de fluxo

Segundo o coordenador-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Informação do Inep, Fábio Pereira Bravin, a redução no ensino médio está relacionada à mudança no perfil demográfico e à melhoria nos índices de progressão escolar.

De acordo com ele, a diminuição da população em idade escolar e a menor taxa de repetência indicam um sistema mais eficiente. “Provavelmente eles progrediram e concluíram a educação básica”, afirmou.

O Censo Escolar 2025 também trouxe avanços no detalhamento das informações, permitindo pela primeira vez o monitoramento sistematizado dos itinerários formativos do ensino médio, incluindo percursos de aprofundamento e formação técnico-profissional. Para o Inep, a nova metodologia amplia a capacidade de análise sobre a organização curricular da etapa.

Ministério afirma que acesso está garantido

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a redução nas matrículas não compromete a universalização do ensino básico. Segundo ele, o atendimento permanece acima de 90% e a variação nos números reflete fatores demográficos e ajustes no fluxo escolar.

“O acesso está garantido”, destacou.

Creches estabilizam e pré-escola registra queda

O levantamento também aponta que as matrículas em creches ficaram estáveis pela primeira vez desde a pandemia, somando cerca de 4,18 milhões de registros.

Já a pré-escola apresentou redução de 3,8% no número de alunos em relação a 2024, indicando uma desaceleração na primeira infância.

Ensino em tempo integral e técnico crescem

Na contramão da queda geral, o ensino em tempo integral registrou crescimento, assim como a Educação Profissional e Tecnológica (EPT). O ensino técnico atingiu novamente o maior patamar da série histórica, consolidando a tendência de expansão dessa modalidade entre os estudantes.

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