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Educação
Na capital que completa 477 anos, a lousa divide espaço com algoritmos e robótica; rede pública e centros de inovação moldam a geração que ocupará os novos distritos tecnológicos
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação
A inteligência de uma grande cidade não se mede apenas pela quantidade de sensores nas ruas ou pela velocidade da internet, mas pela capacidade de preparar seus cidadãos para o amanhã. Prestes a completar 477 anos, Salvador consolida o entendimento de que o título de Smart City só faz sentido se a tecnologia for exercida desde a base. Hoje, as salas de aula da capital transformam-se em laboratórios onde o jovem soteropolitano deixa de ser apenas usuário para se tornar arquiteto da própria realidade digital.
Na terceira reportagem da série "Salvador 4.7.7 — A Capital do Futuro", mostramos quem ocupará os novos espaços de inovação da cidade. Do ensino de Inteligência Artificial (IA) na rede pública ao protagonismo global do novo Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia, a educação se consolida como o motor que conecta a ancestralidade da primeira capital ao mercado de trabalho do futuro.
Conceitos de tecnologia, como o pensamento computacional, já fazem parte do dia a dia escolar. Iuri Rubim, assessor especial para IA na Educação da Secretaria da Educação do Estado (SEC), explica que o foco atual segue as diretrizes da BNCC Computação. "O ensino abrange pilares que vão desde a gestão de dados até a lógica de funcionamento dos algoritmos, priorizando a ética e uma cultura digital consciente", afirma.
Para nortear essa integração, a rede estadual estruturou as “Diretrizes para Integração da Inteligência Artificial”. O esforço inclui a capacitação massiva de docentes: apenas neste ano, mais de 1.000 professores se inscreveram para formação específica em IA.
No coração do Centro Histórico, o CIMATEC Digital exemplifica a convergência entre patrimônio e inovação. O campus busca atrair empresas de base tecnológica e criativa, produzir talentos na região e gerar um impacto social através da restauração de uma área historicamente importante.
Liou Chin e Murilo Ribeiro, gestores do SENAI CIMATEC, veem a educação como a base que gera ciência e novos negócios com retorno social. Um dos destaques é o programa "Ford Enter", que qualifica jovens em situação de vulnerabilidade em áreas críticas como desenvolvimento front-end, back-end e o uso prático de IAs.
A estudante Amanda Lins, do 6° semestre de Ciência de Dados e IA no Senai Cimatec, representa a nova geração que aposta na carreira tecnológica. Para ela, o ponto crucial é a democratização e a ética. “A inteligência artificial pode fazer o nosso papel, mas não tem a identidade que cada ser humano tem”, reflete Amanda, que planeja ser líder técnica em projetos de impacto social.
Atualmente, Salvador ocupa o 9º lugar no ranking de cidades inteligentes do Brasil. A aposta na educação tecnológica é o que sustenta essa posição e projeta a capital para patamares globais, unindo a criatividade nata do soteropolitano às ferramentas do futuro.
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