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Paralisação de professores da rede particular pode abrir caminho para greve na Bahia

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Paralisação de professores da rede particular pode abrir caminho para greve na Bahia

Categoria realiza assembleia em Salvador para decidir os rumos da campanha salarial.

Por: Camaçari Notícias

Foto: JasonDoiy | Getty Images

Os professores da rede particular de ensino da Bahia promovem uma nova paralisação nesta quinta-feira (16) e voltam a discutir a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado. A mobilização integra a campanha salarial da categoria e ocorre em meio ao impasse nas negociações entre o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e o sindicato que representa as instituições de ensino privadas.

A assembleia vai ocorrer no Auditório Jorge Amado, no Real Classic Bahia Hotel, no bairro da Pituba, em Salvador. O encontro faz parte da Assembleia Geral Extraordinária Permanente da Data-Base 2026 da Educação Básica e será responsável por definir os próximos passos do movimento.

A paralisação das atividades foi convocada para garantir a participação dos professores na reunião, considerada decisiva pela entidade sindical.

Segundo o presidente do Sinpro-BA, Allysson Mustafa, a categoria decidiu intensificar a mobilização diante da ausência de acordo nas negociações salariais. Entre as principais reivindicações estão o reajuste dos salários, a valorização do piso da categoria, melhores condições de trabalho e remuneração para atividades realizadas fora da carga horária contratada.

"Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores", afirmou Mustafa.

O sindicato também afirma que os docentes enfrentam uma rotina marcada por atividades sem pagamento específico, como elaboração e correção de provas, preenchimento de documentos, tarefas administrativas e outras demandas exigidas pelas escolas fora da jornada regular.

Outro ponto de preocupação da categoria é a possibilidade de redução de benefícios previstos na convenção coletiva. De acordo com o Sinpro-BA, representantes das instituições de ensino discutem mudanças que podem atingir direitos como o período de recesso escolar e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.

Em nota, o sindicato informou que, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, as escolas particulares rejeitaram as propostas apresentadas pelos trabalhadores. Entre os itens recusados estão o reajuste salarial, a qualificação do piso, a ampliação do período de recesso e a regulamentação, com remuneração específica, das atividades extraclasse exigidas pelas instituições.

A decisão sobre uma eventual greve por tempo indeterminado será tomada durante a assembleia desta quinta-feira. Caso a paralisação seja aprovada, o movimento poderá afetar o funcionamento de escolas particulares em diferentes municípios baianos.

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