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Professores da rede privada da Bahia descartam greve, mas aprovam paralisações parciais

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Professores da rede privada da Bahia descartam greve, mas aprovam paralisações parciais

Categoria manterá mobilizações nos dias 20, 22 e 24 de julho enquanto negociações com o sindicato patronal seguem sem acordo

Por: Camaçari Notícias

Foto: Freepik

Os professores da rede privada de ensino da Bahia decidiram não deflagrar greve neste momento. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta quinta-feira (16) pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (SINPRO-BA). As informações são do BNews.

Apesar de rejeitar a paralisação por tempo indeterminado, a categoria aprovou a realização de interrupções parciais das atividades nos dias 20, 22 e 24 de julho. As mobilizações consistirão na suspensão de 50 minutos, equivalente a uma hora-aula, nos turnos matutino e vespertino.

As paralisações serão realizadas pelos profissionais do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Já os trabalhadores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I deverão definir, individualmente, a forma de mobilização em cada unidade escolar.

Em nota, o SINPRO-BA informou que continua aguardando avanços nas negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) para que as atividades retornem à normalidade.

A entidade também decidiu manter o indicativo de greve, sinalizando que uma paralisação por tempo indeterminado poderá ser aprovada em uma futura assembleia caso não haja evolução nas tratativas.

“O SINPRO-BA segue aberto às negociações, indicando que o sindicato patronal (SINEPE-BA) tem disponibilizado informações falsas à sociedade, pois não acatou nenhuma proposta apresentada pelo sindicato e, em alguns casos, continua propondo retrocessos”, afirmou a entidade em comunicado.

Segundo o sindicato, temas considerados prioritários pela categoria continuam sem solução adequada, entre eles o reajuste salarial geral, a atualização do piso da categoria e a remuneração das atividades realizadas fora da sala de aula.

“Os professores seguem mobilizados, podendo deflagrar greve em uma próxima assembleia, pois algumas questões fundamentais à categoria seguem com resposta insuficiente ou mesmo sem resposta por parte do patronal”, acrescentou o sindicato.

De acordo com informações apuradas, ainda não há data definida para a realização de uma nova assembleia da categoria.

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