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Educação
Norma publicada no Diário Oficial da União organiza o ensino artístico em quatro componentes e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes
Por: Camaçari Notícias
Foto: Freepik
As redes de ensino da educação básica brasileira passam a contar com novas diretrizes para o ensino de arte. A norma foi publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União e estabelece a arte como campo de conhecimento. O documento foi elaborado e aprovado em março de 2026 pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
De acordo com o Parecer CNE/CEB nº 2, o ensino e a aprendizagem das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, da educação infantil ao ensino médio: artes visuais, dança, música e teatro.
O documento considera a arte um campo essencial à formação humana, com potencial para estimular a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas do conhecimento.
O presidente do CNE, César Callegari, destacou a necessidade de superar uma visão da arte restrita a atividades pontuais no calendário escolar. “Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, afirmou.
As escolas deverão trabalhar conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produção de conhecimento relacionadas às diferentes linguagens artísticas.
Entre os princípios previstos estão:
As redes de educação deverão estabelecer uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois deles por ano. A medida busca evitar sobreposições e garantir a continuidade da aprendizagem.
As escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas disponíveis para a oferta dos componentes, além de elaborar planos com metas progressivas para aprimorar espaços, materiais e recursos destinados às atividades artísticas.
Outra orientação é a integração do ambiente escolar com equipamentos culturais e artísticos locais, além do estímulo a parcerias com a comunidade para ampliar as experiências educacionais.
A norma também destaca que cada criança, jovem ou adulto possui formas próprias de aprender. Por isso, as práticas de ensino de arte devem considerar e respeitar a singularidade dos estudantes ao longo da educação básica.
Os sistemas estaduais, municipais e do Distrito Federal, em regime de colaboração com a União, deverão assegurar a implementação completa da resolução até o fim da vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira ao longo da próxima década. A nova regulamentação busca reforçar o papel da arte na formação integral dos estudantes e ampliar sua presença de forma estruturada no currículo da educação básica.
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