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Nicolás Maduro chega algemado a Nova York após prisão em operação militar dos Estados Unidos

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Nicolás Maduro chega algemado a Nova York após prisão em operação militar dos Estados Unidos

Presidente venezuelano foi levado para o MDC Brooklyn, prisão federal nos Estados Unidos conhecida por denúncias de superlotação, violência e condições consideradas desumanas.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O líder venezuelano Nicolás Maduro chegou a Nova York no início da noite do último sábado (3), após ser preso durante uma ação militar dos Estados Unidos realizada na madrugada do mesmo dia, em Caracas, na Venezuela. A operação, conduzida por forças americanas, resultou também na detenção da primeira-dama venezuelana, Cilia Flores.

O avião que transportava o casal pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no estado de Nova York. Imagens divulgadas após a chegada mostram Maduro descendo da aeronave escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais vestidos de preto. O presidente venezuelano usava roupas cinzas e estava algemado, sob forte esquema de segurança.

Após o desembarque, Maduro foi encaminhado para o Metropolitan Detention Center (MDC), no bairro do Brooklyn, uma prisão federal de segurança máxima que abriga detentos envolvidos em casos de grande repercussão. O local já recebeu figuras conhecidas internacionalmente, como o rapper Sean “Diddy” Combs, o empresário Sam Bankman-Fried, acusado de fraudes no mercado de criptomoedas, e Ghislaine Maxwell, condenada por crimes relacionados ao caso Jeffrey Epstein.

A unidade prisional, no entanto, é alvo constante de críticas. Ex-detentos e advogados descrevem o MDC Brooklyn como um ambiente degradante, marcado por superlotação, falta de pessoal e condições consideradas desumanas. O presídio já foi classificado por ex-prisioneiros como “repugnante” e com condições “horripilantes”.

Casos recentes reforçam a má reputação da unidade. Em junho de 2024, o detento Uriel Whyte, que aguardava julgamento por porte ilegal de armas, foi esfaqueado até a morte por outro preso, conforme comunicado do Departamento Penitenciário Federal dos Estados Unidos. Um mês depois, Edwin Cordero morreu após uma briga iniciada dentro da prisão.

Ao jornal The New York Times, o advogado de Cordero afirmou que o cliente foi “mais uma vítima do MDC Brooklyn”, classificando a penitenciária como “uma prisão federal superlotada, com falta de pessoal e negligenciada, que é um inferno na Terra”.

A chegada de Nicolás Maduro ao sistema prisional norte-americano intensifica a crise diplomática entre Estados Unidos e Venezuela e amplia a repercussão internacional do caso, que segue sendo acompanhado de perto por governos, organismos internacionais e pela opinião pública mundial.

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