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“Não estou pensando em cargos políticos”, diz Haddad ao descartar candidatura em 2026

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“Não estou pensando em cargos políticos”, diz Haddad ao descartar candidatura em 2026

Em entrevista, chefe da Fazenda disse ter conversado com o presidente Lula (PT) sobre deixar o governo.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que não pretende disputar nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026 e ressaltou o desejo de se dedicar à discussão de um projeto de país com foco no cenário internacional.

De acordo com apuração da CNN Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a tentar convencer Haddad a concorrer novamente ao governo de São Paulo. Em 2022, o ministro foi derrotado no segundo turno pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em entrevista ao portal UOL, Haddad afirmou que já deixou clara sua decisão ao presidente em diversas ocasiões e revelou que as conversas sobre sua saída do governo tiveram início na semana passada.

“Disse a Lula, em todas as ocasiões, que não iria me candidatar em 2026, a todos os cargos. Tenho relação pessoal com Lula, o presidente convive com a minha família. Eu tenho ouvido o presidente. Começamos a conversar sobre a minha saída do governo na semana passada e levei as minhas considerações a ele”, disse.

Segundo análise da CNN Brasil, Lula busca construir um palanque eleitoral forte no maior colégio eleitoral do país. No entanto, conforme relatos de pessoas próximas ao presidente e ao ministro, pesa a avaliação de que Haddad enfrentaria dificuldades, já que Tarcísio de Freitas aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

Haddad reforçou que, no momento, não tem planos de retornar à disputa eleitoral.

“Não estou pensando em cargos políticos. Quero um tempo para discutir um projeto de país no cenário internacional”, reiterou.

O ministro também avaliou o atual contexto político global e nacional, destacando o avanço de movimentos de extrema-direita.

“Estamos vivendo uma fase de extrema-direita”, afirmou.

Na sequência, Haddad alertou para os efeitos desse cenário.

“Todo extremo gera instabilidade. Isso gera esperança em candidatos menos prováveis. Se Bolsonaro chegou na presidência, qualquer candidato será habilitado para ser ‘imperador do Brasil’. As esperanças de pessoas que não eram ouvidas passam a ser consideradas em uma alternativa”, concluiu.

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