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Trump ameaça elevar tarifas após decisão da Suprema Corte sobre impostos de importação

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Trump ameaça elevar tarifas após decisão da Suprema Corte sobre impostos de importação

Presidente dos EUA afirma que países que “fizerem joguinhos” diante da decisão judicial poderão sofrer sanções comerciais ainda mais duras a partir de fevereiro

Por: Camaçari Notícias

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar países parceiros comerciais após a decisão da Suprema Corte norte-americana que considerou ilegais tarifas impostas por seu governo no ano passado. Em publicação feita nesta segunda-feira (23) na rede social Truth Social, o chefe da Casa Branca afirmou que nações que “fizerem joguinhos” diante da determinação judicial poderão enfrentar sanções comerciais ainda mais severas.

“Qualquer país que queira ‘fazer joguinhos’ com a ridícula decisão da Suprema Corte, especialmente aqueles que exploraram os EUA por anos, e até mesmo décadas, enfrentará tarifas muito mais altas, e piores, do que as anunciadas recentemente”, escreveu Trump.

Na última sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por seis votos a três, que as tarifas aplicadas pelo presidente a diversos países em 2025, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), são ilegais. A medida representou um revés para a política comercial adotada pela atual administração.

A decisão também levantou questionamentos sobre a devolução de aproximadamente US$ 134 bilhões já pagos em tarifas por milhares de empresas norte-americanas e estrangeiras. Ainda não está claro como funcionará o eventual reembolso desses valores nem qual será o impacto fiscal da medida.

Em resposta ao entendimento da Suprema Corte, Trump anunciou na própria sexta-feira (20) a criação de uma nova tarifa global de 10% sobre importações, com previsão de entrada em vigor em 24 de fevereiro. A nova taxa foi fundamentada em outra seção da legislação norte-americana, que limita a duração da alíquota a 150 dias, com possibilidade de prorrogação mediante aprovação do Congresso.

No sábado (21), o presidente elevou essa tarifa para 15%, reforçando o tom de endurecimento nas relações comerciais internacionais. A escalada nas medidas protecionistas reacendeu preocupações entre economistas e parceiros comerciais sobre possíveis retaliações e impactos na economia global.

Especialistas avaliam que a disputa entre o Executivo e o Judiciário pode gerar instabilidade no comércio exterior dos Estados Unidos, além de incertezas para empresas que dependem de cadeias produtivas internacionais. Enquanto isso, líderes estrangeiros acompanham com cautela os desdobramentos das novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.

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