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Política
Presidente da Câmara afirma que texto está em construção e terá impactos avaliados antes de seguir ao Plenário
Por: Camaçari Notícias
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho 6x1 poderá ser votada no Plenário em maio. Segundo ele, o texto está sendo elaborado com responsabilidade e passa por análise detalhada de seus impactos.
Motta avaliou que a aprovação da matéria é viável e negou que o encaminhamento da proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, a uma comissão especial, represente tentativa de esvaziar o protagonismo do governo no debate.
“Não é briga por protagonismo, mas, sim, buscar o canal legislativo correto, dando vez e voz a todos os impactados e, a partir daí, avançar numa pauta que atenda à larga maioria da população brasileira”, declarou em entrevista ao portal Metrópoles.
O parlamentar destacou a importância de um diálogo amplo com os setores envolvidos para medir os efeitos econômicos e sociais da proposta. Para ele, é necessário construir uma medida que esteja alinhada às novas dinâmicas das relações de trabalho.
“Penso que é justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde, momento de lazer, e essa PEC traz essa discussão”, afirmou.
A Comissão de Constituição e Justiça deve analisar duas propostas sobre o tema. A deputada Erika Hilton (Psol-SP) é autora da PEC 8/25, que prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso. Já a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com prazo de dez anos para a implementação gradual da mudança.
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