Decreto “Cão Orelha” endurece punições e prevê multas de até R$ 1 milhão para maus-tratos a animais
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Política
Integrantes do governo minimizam manifestação liderada por Nikolas Ferreira com presença de Flávio Bolsonaro e apontam baixo público
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/TV Globo
Integrantes e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizaram os impactos do ato bolsonarista realizado neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo, e classificaram a manifestação como um “fracasso”. O protesto foi liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência.
O ato teve como mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, em referência ao presidente e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a manifestação nas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou que oposicionistas foram às ruas para “emular besteiras” e atacar o governo. “Perderam a eleição e tentaram um golpe”, escreveu.
O ato ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro aparece como potencial adversário de Lula nas eleições deste ano. Pesquisas recentes indicam melhora no desempenho do senador em alguns cenários da disputa.
Mesmo assim, lideranças petistas reduziram a relevância do evento. O vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, classificou a mobilização como uma tentativa de unificação da direita. “Não há nada de novo. É mais um domingo de sol que eles não têm o que fazer. Enquanto eles gritam, estamos cuidando do povo brasileiro”, afirmou à Folha de S.Paulo.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também minimizou o impacto político da manifestação. Segundo ele, os atos não interferem na disputa em curso no país. Em publicação nas redes, afirmou que o evento representou uma “flopada histórica e vergonhosa”.
Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), destacou o público inferior em relação a mobilizações anteriores e criticou o discurso de Flávio Bolsonaro. Para ele, faltaram entusiasmo e propostas concretas.
De acordo com levantamento do Monitor do Debate Político da USP e da ONG More in Common, cerca de 20 mil pessoas participaram da manifestação. A estimativa foi feita com base em imagens aéreas analisadas por software de inteligência artificial.
O número representa menos da metade do público registrado no ato pró-anistia de 7 de setembro de 2025, que reuniu 42,4 mil pessoas no momento de pico, segundo a mesma metodologia.
No sábado (28), Lula esteve em Minas Gerais para visitar cidades atingidas pelas chuvas que deixaram mais de 60 mortos e milhares de desabrigados. O governador do estado, Romeu Zema (Novo), participou do ato em São Paulo.
Durante a agenda em Minas, o presidente fez referência indireta a adversários que fazem política “pelo celular”, em menção interpretada como dirigida a Nikolas Ferreira, conhecido pela forte presença nas redes sociais. Lula afirmou que “fazer pirotecnia através do celular não resolve o problema da sociedade” e prometeu confrontar o que classificou como desinformação no debate político deste ano.
Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Política
12/03/2026 13:30
Política
12/03/2026 10:20
Política
12/03/2026 09:20
Política
12/03/2026 06:20