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Repasses somam R$ 49,2 milhões e envolvem antecipação de precatórios do Fundef; cenário ganha repercussão após denúncias de suposto esquema de propina e consultoria milionária.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação / GovBA
O governo da Bahia, sob a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), efetuou 207 pagamentos ao Banco Master entre o início de 2023 e fevereiro de 2026. A informação, baseada em dados do Portal da Transparência do Estado, foi publicada neste domingo (15) pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
De acordo com o levantamento, os repasses realizados no período totalizam R$ 49,2 milhões. O volume mais expressivo ocorreu em 2024, quando foram pagos R$ 47,4 milhões em operações financeiras relacionadas à antecipação de valores provenientes de precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério).
Os pagamentos ganham destaque em meio a denúncias publicadas pelo site Metrópoles neste sábado (14). A reportagem aponta que o empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, teria operado um esquema de pagamento de propina para empresas que possuem políticos como sócios ocultos.
A Polícia Federal teria identificado que uma das empresas beneficiárias do esquema está em nome da esposa de um secretário de Estado da Bahia, que possui conexões diretas com o diretório estadual do PT.
O caso também envolve figuras da oposição baiana. Na última semana, o jornal O Globo revelou que o ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, foi contratado pelo Banco Master para prestar um serviço de consultoria. O valor do contrato firmado com o político baiano é de R$ 3,2 milhões.
Até o momento, o Governo do Estado não emitiu nota oficial detalhando os critérios técnicos para a escolha da instituição financeira nas operações de antecipação dos precatórios. As investigações sobre as movimentações financeiras do banco e suas conexões políticas seguem em desdobramento.
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