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Governo Federal cria força-tarefa com Polícia Federal para conter alta abusiva de combustíveis

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Governo Federal cria força-tarefa com Polícia Federal para conter alta abusiva de combustíveis

Portaria publicada nesta segunda-feira (23) estabelece grupo de monitoramento no Ministério da Justiça; diesel e gasolina registraram altas expressivas na última semana

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução / Freepik

Em uma resposta direta à escalada dos preços nas bombas, o Governo Federal oficializou, nesta segunda-feira (23), a criação de uma força-tarefa para monitorar e fiscalizar o mercado de combustíveis em todo o país. A medida foi publicada via portaria no Diário Oficial da União (DOU) e ocorre em um momento de forte pressão inflacionária no setor, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio.

O grupo de trabalho foi estabelecido sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A força-tarefa conta com a atuação integrada da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Polícia Federal (PF).

Atuação Estratégica e Repressiva

O objetivo central da medida é prevenir e reprimir práticas ilícitas, como a formação de cartéis ou aumentos injustificados de preços que configurem crime contra a economia popular. Cada órgão terá atribuições específicas, mas a portaria destaca o compartilhamento obrigatório de informações:

  • Compartilhamento de Dados: Todos os órgãos envolvidos deverão repassar à Polícia Federal quaisquer documentos, indícios ou registros que apontem para possíveis ilícitos penais no setor.
  • Integração: Entes das administrações estaduais, distritais e municipais poderão ser convidados a participar das ações de fiscalização de forma coordenada.

Disparada nos Postos

A preocupação do governo é amparada pelos números da última semana. O preço do diesel subiu 6,76%, atingindo a média de R$ 7,26 nos postos brasileiros. A gasolina também não ficou imune à pressão internacional, registrando um aumento de 2,94% e chegando ao patamar de R$ 6,65.

O cenário global, marcado pela instabilidade no Oriente Médio, tem gerado volatilidade no preço do barril de petróleo, o que reflete diretamente no custo logístico e produtivo nacional. A força-tarefa agora busca garantir que o repasse de custos ao consumidor final não seja feito de forma abusiva ou oportunista.

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