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Campanha de Flávio Bolsonaro projeta vitória no 1º turno após desistência de Ratinho Júnior
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Recuo do governador do Paraná altera tabuleiro eleitoral; aliados do senador apostam em "voto útil" da centro-direita e articulam chapa com Romeu Zema na vice
Por: Camaçari Notícias
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O núcleo duro da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República elevou o tom de otimismo em relação ao pleito de outubro. Aliados próximos ao parlamentar acreditam que há chances reais de vitória ainda no primeiro turno, cenário que ganhou força após a decisão do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de desistir da corrida ao Palácio do Planalto.
De acordo com os cálculos internos da campanha, a saída de Ratinho Júnior remove o nome do PSD que teria maior capacidade de atrair votos tanto de Flávio Bolsonaro quanto do presidente Lula (PT). O entendimento é que os outros nomes da legenda ainda na disputa, Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS), possuem limites de penetração que não ameaçariam a polarização principal.
Na avaliação desta ala, Eduardo Leite teria potencial para tirar votos do campo petista, mas não avançaria sobre a "bolha" bolsonarista. Já com o governador de Goiás, o fenômeno seria o oposto. A aposta da equipe de Flávio é que nenhum dos dois nomes do PSD chegue à marca de 10% das intenções de voto.
Com esse cenário de fragmentação no centro, a estratégia na véspera do primeiro turno será atrair o chamado "voto útil". Caso Flávio Bolsonaro apresente vantagem numérica sobre Lula nas pesquisas, a campanha pretende convocar o eleitor de centro-direita para decidir o pleito antecipadamente, evitando um desgaste maior no segundo turno.
Outra peça fundamental no tabuleiro é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O ex-presidente Jair Bolsonaro já iniciou acenos públicos e de bastidores para que o gestor mineiro abra mão da candidatura própria para ocupar a vice na chapa de Flávio.
Se a articulação prosperar, a eleição ficaria concentrada em um embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, consolidando a chapa PL-Novo como a principal representante da oposição.
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