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Trump estende ultimato ao Irã até a Páscoa, mas mantém ameaça de "pesadelo" energético
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Presidente americano adia prazo para 6 de abril enquanto mobiliza fuzileiros navais e paraquedistas; Teerã rejeita proposta de 15 pontos e apresenta contraproposta maximalista
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Instagram
Em mais um lance de alta voltagem na crise que assola o Oriente Médio, o presidente Donald Trump anunciou, via rede social Truth Social, a extensão da moratória contra o sistema energético do Irã até a segunda-feira após a Páscoa, dia 6 de abril. O adiamento ocorre em meio a negociações nebulosas e um cenário de crescente pressão militar na região do Estreito de Ormuz.
Apesar da extensão do prazo, o tom da Casa Branca permanece agressivo. "Se não quiserem um acordo, nós somos o pior pesadelo deles. No meio-tempo, vamos simplesmente explodi-los", declarou Trump a repórteres, chegando a mencionar que não descarta "ficar com o petróleo do Irã" caso o conflito escale.
A negociação, mediada pelo Paquistão e pela Turquia, trava em exigências consideradas inaceitáveis por ambos os lados. O plano de 15 pontos apresentado pelos EUA exige o desmantelamento total das capacidades nucleares e do programa de mísseis ofensivos do Irã.
Teerã, por sua vez, classificou a proposta como "unilateral e injusta". A agência iraniana Tasnim informou que o regime enviou sua própria contraproposta exigindo:
Analistas internacionais avaliam que o adiamento do ultimato pode ser uma estratégia de Trump para ganhar tempo enquanto reforça o poder de fogo na região. Nesta sexta-feira (27), uma flotilha com 2.500 fuzileiros navais deve chegar ao Golfo Pérsico, com previsão de reforços de elite, incluindo 2.000 paraquedistas, até o fim da próxima semana.
Especula-se que o alvo de um eventual ataque seja a Ilha de Kharg, centro nervoso que concentra 90% das exportações de petróleo iranianas. A simples menção a essa possibilidade fez o barril do petróleo tipo Brent disparar, atingindo a marca de US$ 105.
Embora o ataque à infraestrutura energética seja a ameaça principal, o Pentágono não descarta ações terrestres ou a tentativa de tomada de trechos da costa de Ormuz. Especialistas alertam, contudo, que uma operação desse porte seria "arriscada e insustentável" no médio prazo, podendo arrastar as potências para uma guerra de exaustão sem precedentes no século XXI.
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