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Gilmar Mendes revela uso de cannabis medicinal e defende modelo português para o Brasil

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Gilmar Mendes revela uso de cannabis medicinal e defende modelo português para o Brasil

Em entrevista, ministro do STF relata experiência pessoal na compra de canabidiol e critica "guerra total às drogas"; magistrado aponta necessidade de mudança cultural no sistema de Justiça

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Redes sociais/Unsplash

O debate sobre a descriminalização e o uso medicinal da cannabis no Brasil ganhou um novo e relevante capítulo. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, colocou sua experiência pessoal no centro da discussão ao revelar, em entrevista ao podcast Cannabis Hoje, que já adquiriu a substância no exterior para fins terapêuticos.

"Eu já comprei em Portugal numa loja para fins de atenuar dores. Fiquei com boa impressão e comprei também para uma pessoa amiga que estava sofrendo", afirmou o decano da Corte, utilizando o exemplo para ilustrar a normalidade do acesso à planta em outros países.

Críticas ao modelo de "Guerra às Drogas"

Para o ministro, o atual modelo de enfrentamento brasileiro está ultrapassado e carece de uma "redefinição adequada". Mendes defende uma ruptura com a lógica de guerra total, citando Portugal como um case de sucesso internacional a ser seguido pelo Brasil.

Segundo o magistrado, a experiência portuguesa demonstra que o foco na saúde pública, em detrimento da punição penal, pacifica a sociedade. "Portugal não tem grandes cartéis, não tem grandes organizações envolvidas nesse processo. Tem uma vida normal", destacou.

Próximos passos após decisão do STF

A declaração ocorre pouco tempo após o STF estabelecer critérios objetivos para diferenciar usuários de traficantes, fixando a posse de até 40 gramas ou seis plantas fêmeas como parâmetro para uso pessoal. Embora considere a decisão um avanço, Gilmar Mendes acredita que o país ainda está no início do caminho.

"A rigor, esse foi um passo importante, mas é só um passo", pontuou. O ministro defende que a transformação brasileira precisa ir além da letra da lei, exigindo uma mudança profunda na cultura do sistema de Justiça e na forma como o Estado trata a dependência e o consumo.

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