Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Política

/

STF marca julgamento de Silas Malafaia por ataques ao Exército

Política

STF marca julgamento de Silas Malafaia por ataques ao Exército

Primeira Turma decide se pastor vira réu após chamar generais de 'frouxos' em ato na Avenida Paulista

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/YouTube

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 28 de abril o julgamento da denúncia contra o pastor Silas Malafaia por supostos crimes de injúria e calúnia contra o Alto Comando do Exército. A análise ocorrerá no plenário físico da Primeira Turma, após pedido de destaque do ministro Cristiano Zanin. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), baseia-se em declarações feitas pelo religioso durante um ato em São Paulo, onde ele chamou generais de "frouxos" e "covardes".

Contexto da denúncia e voto do relator

A denúncia foi formalizada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em dezembro de 2025. O embasamento jurídico recai sobre falas proferidas por Malafaia na Avenida Paulista, em abril de 2025, que foram amplamente divulgadas em redes sociais. Para a PGR, o conteúdo excede a liberdade de expressão ao atacar a honra de autoridades públicas e instituições militares.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já votou favoravelmente ao recebimento da denúncia. Nesta fase processual, os magistrados avaliam apenas a existência de indícios mínimos de autoria e materialidade. Caso a maioria da Primeira Turma siga o relator, Malafaia passará formalmente à condição de réu em ação penal.

Defesa alega liberdade de expressão e perseguição

Em sua defesa, Silas Malafaia sustenta que as declarações estão protegidas pelo direito constitucional à liberdade de expressão e que é alvo de "perseguição política". O pastor também contesta a competência do STF para julgar o caso, defendendo que o processo deveria ser remetido à primeira instância da Justiça Comum.

Com a transferência do julgamento do ambiente virtual para o plenário físico, os ministros poderão debater oralmente os argumentos da defesa e da acusação. O resultado do julgamento é aguardado com expectativa, dado o impacto político e jurídico sobre os limites das críticas dirigidas às Forças Armadas e o papel do STF em casos envolvendo influenciadores religiosos e políticos.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados